Com intervenção, reforma da Previdência não será votada na semana que vem, diz Rodrigo Maia
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a decisão do governo de decretar intervenção na segurança do Rio de Janeiro impede que a votação da Reforma da Previdência seja realizada na semana que vem.
“Não é razoável na segunda ou terça aprovar um decreto, e na quarta suspendê-lo [para aprovar a Reforma]. Isso inviabiliza a próxima semana”, disse Maia.
Isso acontece porque o decreto sobre a intervenção deve ser votado na segunda (19) ou terça-feira (20). Se aprovado, a decisão pode suspender a tramitação de qualquer projeto emenda constitucional no Congresso Nacional, porque a Constituição não pode sofrer modificações “na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio”. Maia também é cauteloso quanto ao falar sobre a eficácia da medida.
“Só temos uma opção: a decisão tem que dar certo. Se não der certo, o que significa isso no dia seguinte?”, disse o presidente da Câmara.
O QUE O GOVERNO QUER
O decreto de intervenção cria rota de fuga para o governo na discussão de temas espinhosos. É uma forma de matar o projeto de reforma da Previdência sem deixar a imagem de derrota. Ao mesmo tempo permite que o governo intervenha no tema que será uma tônica na sucessão de 2018: segurança pública.
Temer, por outro lado, cria embaraços para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que foi contra a intervenção e pretendia matar a reforma da previdência deixando o defunto na sala do Palácio do Planalto.








