Sem liquidez para manter o sistema, instituições recorrem pelo quinto dia útil consecutivo ao Banco Central Europeu, obrigando o governo a assumir o risco creditício |
Pelo quinto dia útil consecutivo, o Banco Central Europeu (BCE) concedeu nesta quinta-feira (25/06) mais liquidez adicional aos bancos gregos. A concessão foi por meio de créditos de um fundo de liquidez de urgência, informaram fontes próximas do BCE.
“O Banco da Grécia obteve a quantidade que tinha pedido na reunião do conselho de governadores do BCE”, adiantaram as mesmas fontes citadas pela agência de notícias espanhola Efe. Como nos dias anteriores, não especificaram o montante.
O conselho de governadores do BCE “reúne-se nas próximas 24 horas, se for necessário”, adiantaram.
Hoje foi o segundo dia consecutivo em que se falou de injeção de liquidez sem mencionar o limite dos créditos que os bancos gregos podem pedir ao BCE por meio do Mecanismo de Assistência à Liquidez (ELA).
O fato de o limite não ter sido aumentado supõe que se registou um ligeiro retorno de depósitos e a desaceleração das saídas de fundos que, na terça-feira (23/06), ficou entre 100 e 200 milhões de euros, um nível alcançado pela última vez em maio.
Segundo fontes bancárias citadas pela Efe Dow Jones, os problemas de liquidez que afetam a economia grega, que depende exclusivamente dos créditos de emergência do Banco Central Europeu, limitam a margem de negociação do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, para conseguir melhores condições no acordo com os credores na reunião desta quinta-feira.
As injeções de liquidez do BCE com aporte dos recursos da ELA foram feitas uma vez por semana, até a semana passada, sempre com o objetivo de manter uma “almofada” de reservas de cerca de 3 bilhões de euros.
O programa de provisão urgente de liquidez permite aos bancos gregos financiar-se de forma excepcional a curto prazo por meio do Banco da Grécia, mas a uma taxa de juro mais elevada do que a atualmente pedida pelo BCE nas operações ordinárias de refinanciamento, de 0,05%.
Desde que o BCE deixou de aceitar, em fevereiro, títulos gregos para as operações de refinanciamento, os bancos do país praticamente só têm acesso a liquidez com recursos da ELA.
Para que o Banco da Grécia possa conceder este financiamento excepcional é necessário que os bancos gregos sejam solventes. A Grécia assume o risco creditício desses empréstimos.
*Com informações da Agência Brasil








