Cabo da Polícia Militar morre em troca de tiros no Lagomar; guerra também chegou ao centro da cidade;
Da redação
O Cabo José Renê Araújo Barros, de 35 anos, é o quarto Policial Militar morto no Estado do Rio de Janeiro em 2018. Ele foi assassinado durante uma operação em Macaé, no norte fluminense, na manhã desta terça-feira (9). O policial foi baleado durante uma operação para reprimir a disputa das facções criminosas Comando Vermelho e Amigos dos Amigos por ponto de drogas na comunidade do Lagomar. O agente chegou a ser socorrido, mas morreu no trajeto para a unidade de saúde.
O clima é tenso na comunidade, que nos últimos 10 dias já tinha registrado três homicídios, o que gera críticas em relação ao serviço de inteligência da PM e da Polícia Civil, que segundo especialistas, deveriam ter ocupado o bairro. Durante esta terça-feira viralizaram vídeos nas redes sociais com bandidos em carros exibindo armas, mas de acordo com informações de fontes da Polícia, as imagens não são do Lagomar e já circulam há mais de uma semana. O vídeo seria de um bairro no Rio de Janeiro. Segundo relatos, bandidos também trocaram tiros na área central de Macaé, mas a informação não foi oficialmente confirmada.
MEDIDAS DE SEGURANÇA
Ainda nesta terça-feira a prefeitura de Macaé informou que recebeu um pedido da Polícia Militar para que todas as escolas municipais localizadas no Lagomar fossem fechadas. Segundo o município, mesmo em período de recesso escolar, as secretarias dessas unidades de ensino funcionam com atendimento para matrícula.
Por meio de nota, a Secretaria de Mobilidade Urbana informou que restringiu o transporte público até o Terminal Rodoviário do bairro. “A recomendação foi feita pela PM por questões de segurança e, por isso, os ônibus não estão entrando no bairro”, diz um trecho da nota, esclarecendo que os coletivos não estão fazendo o trajeto dentro da comunidade.
ESTATÍSTICA DE 2018
Com oito anos de corporação, o Cabo José Renê Barros tinha 35 anos e deixou mulher e três filhos. Na semana passada, outros três PMs morreram na região metropolitana. No dia 3, o soldado Ivanderson da Silva Pinheiro, de 38 anos, morreu após ser baleado em uma tentativa de arrastão em São Gonçalo.
No mesmo dia, o sargento Anderson da Silva Santos, de 41 anos, morreu baleado durante uma discussão de trânsito em Queimados, na Baixada Fluminense. Ele brigou com um homem no trânsito, que roubou sua arma e atirou três vezes contra o agente, fugindo em seguida.
Já o sargento Alexandre Fernandes da Silva, de 43 anos, morreu após três meses internado no HCPM (Hospital Central da Polícia Militar), no Estágio, região central do Rio. Ele havia sido baleado em outubro de 2017 durante uma tentativa de assalto em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
*Agência VIU!








