Diante dos R$ 100 milhões que uma cidade vai gastar com mão de obra terceirizada, os órgãos de Controle Externo precisam demonstrar que estão vigilantes |
Os órgãos de Controle Externo precisam demonstrar que a cidade de São João da Barra, no Norte Fluminense, está sob vigilância no que se refere às contratações de servidores por meio de terceirizações.
Em véspera de ano eleitoral, segundo reportagem publicada por este portal, a cidade vai gastar R$ 100 milhões com esse tipo de contratação, quando candidatos aprovados em concurso realizado ano passado aguardam convocação para assumir seus respectivos cargos. As contempladas serão apenas quatro empresas, que estarão dividindo quase um terço do orçamento do município.
Terceirização de mão de obra deve ser uma medida paliativa no serviço público e não uma regra. A regra pela exigência da legislação ainda é a realização de concurso amplo, geral e irrestrito.
Em uma cidade como São João da Barra, onde o voto é essencialmente fisiológico, são gritantes os indícios que os terceirizados poderão servir de massa para manobra eleitoral. É grande o risco de que cada cabo eleitoral custe emprego.
O atual prefeito, José Amaro Martins de Souza Neco (PMDB) é candidato à reeleição. Vai enfrentar a ex-prefeita Carla Machado (PT), sua ex-aliada. A cidade que é notória pelas disputas eleitorais acirradas promete ter uma das eleições mais disputadas dos últimos anos, porque estará em cena o espetáculo de criatura contra a criadora.
Neco é um ex-vereador. Fez carreira política praticando clientelismo político na zona rural. Não mudou o modus operandi desde que tornou-se prefeito. Ao contrário. Está determinado a vencer sua criadora, custe o que custar. No fim de tudo, o contribuinte paga a conta.








