Segundo levantamento do Sepe, 95% da rede municipal está paralisada por conta do movimento reivindicatório iniciado na última segunda-feira (18/05) |
Professores da rede municipal de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, travam uma queda de braço com o governo da prefeita Rosinha Garotinho (PR) na campanha por aumento salarial. Em greve desde a última segunda-feira (18/05), os profissionais endureceram o movimento ontem (20/05) quando optaram por prorrogar a paralisação até sexta-feira (22/05). Neste dia eles pretendem realizar outra plenária, desta vez em praça pública, para decidir os rumos do movimento.
Os professores reivindicam reajuste salarial de 32%, melhores condições de trabalho e regularização do plano de Cargos e Carreiras, que está aprovado pela Câmara de Vereadores desde 2010. A categoria discorda da negociação que foi consumada entre Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Siprosep) e o governo. O sindicato abriu mão de um reajuste anual pela implantação do plano de cargos e salários dos servidores, excluindo os professores.
De acordo com levantamento do Sepe, o movimento paralisa 95% das escolas do município. “Há um ânimo muito grande da categoria de deliberar por um movimento por tempo indeterminado caso não se chegue a um acordo”, destaca a dirigente sindical Graciete Santana.
A prefeitura tenta negociar o fim da greve. Em recente reunião com uma comissão do sindicato, a prefeitura manteve a proposta de reajuste de 100% na regência para os professores que estão em sala de aula, pagamento de plano de saúde e aumento escalonado a partir de setembro.
O sindicato é contra a proposta de reajuste da regência, por excluir professores aposentados e pensionistas e também por não ser um benefício incorporado ao salário, estando sujeito a revisões.
Em recente entrevista no programa Fim de Tarde, apresentado pelo jornalista Roberto Barbosa na rádio Diário FM, o secretário de administração do município, Fábio Ribeiro, afirmou que atualmente 47% dos professores da rede municipal estão fora de sala de aula.
O movimento dos professores de Campos já é apontado pelo Sepe como a greve da categoria com maior adesão no município nos últimos 10 anos.
*Da redação do Portal VIU ONLINE








