Diante do silêncio de deputados regionais, Polícia Militar aumenta vigilância para conter disputa entre ADA e Comando Vermelho na cidade do Norte Fluminense;
Da redação
Com a fragilidade da segurança pública e o silêncio dos deputados estaduais e Federais do Norte Fluminense, a guerra do tráfico que afeta a comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, resvalou para Macaé-RJ, no interior do Estado. No feriadão do último final de semana, a disputa de traficantes por territórios deixou um saldo de sete mortes na cidade.
Na favela da Linha, no bairro Cajueiros, três homens foram executados na tarde de domingo (15). Até o final da manhã desta segunda-feira (16), a polícia não havia identificado os nomes. As vítimas estavam dentro de uma casa na Rua Luiz Pereira Pinto e foram executadas em diferentes cômodos do imóvel.
Este triplo homicídio pode ter relação com a execução de Gabriel dos Santos, de 20 anos, na manhã de sábado (14). Ele foi morto com dois tiros na quadra esportiva do Morro de São Jorge. A execução é atribuída aos dissidentes da ADA que aderiram ao Comando Vermelho. Para vingar a morte, os traficantes da ADA teriam realizado as três execuções.
O comércio de drogas na cidade é disputado pelas facções criminosas Amigo dos Amigos (ADA) – ligada ao traficante José Antônio Bonfim Neto, o Nem da Rocinha -, e o Comando Vermelho, liderada por Fernandinho Beira-Mar.
MAIS TRÊS CRIMES
A polícia de Macaé também investiga a morte de um jovem de 21 anos, identificado apenas como Felipe, o “Madrugadão”. Ele foi executado a tiros na Praça do Piche, no Parque Aeroporto.
Já no sábado, o corpo de um homem ainda não identificado, foi encontrado com marcas de tiros na praia da Barra de Macaé, atrás do Iate Clube.
Também no domingo no bairro Planalto da Ajuda, um homem identificado como Thiago Oliveira, conhecido como “Corujinha” foi morto a tiros próximo a um loteamento. Para conter a escalada do crime, a Polícia Militar reforçou o policiamento nas ruas da cidades e nas comunidades.
*Agência VIU!








