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Anvisa alerta para riscos da ashwagandha, suplemento popular no TikTok

Erva divulgada como alternativa para relaxamento e alívio de sintomas da perimenopausa não tem autorização para uso em suplementos no Brasil; agência destaca riscos à saúde.

redacao Por redacao
22/10/2026 - 11:10
em Saúde
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Anvisa alerta para os riscos da ashwagandha, erva popular no TikTok para relaxamento e sintomas da perimenopausa, sem autorização para uso em suplementos no Brasil.

Imagem: Reprodução/myHerb/ Pixabay

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A divulgação de suplementos alimentares nas redes sociais tem levado autoridades sanitárias a reforçar orientações sobre produtos que prometem benefícios para a saúde. Um dos alvos do alerta é a ashwagandha, erva de origem asiática que ganhou popularidade no TikTok por ser apresentada como uma opção para promover o relaxamento e amenizar sintomas da perimenopausa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que a substância não está entre os ingredientes autorizados para uso em suplementos alimentares no Brasil. Por esse motivo, produtos que contenham ashwagandha estão sujeitos à proibição de fabricação, comercialização, distribuição e uso no país, conforme o alerta divulgado pela agência.

O comunicado também chama a atenção para possíveis consequências graves associadas ao consumo da erva. Entre os casos mencionados está o de uma mulher britânica que teria sofrido falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após utilizar o produto.

O episódio reforça a importância de avaliar os riscos antes de consumir substâncias recomendadas na internet, especialmente quando são divulgadas como soluções para problemas de saúde sem informações suficientes sobre sua segurança.

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Suplementos precisam seguir regras sanitárias

A Anvisa destaca que os suplementos alimentares devem ser produzidos com ingredientes autorizados e atender às exigências estabelecidas pela regulamentação sanitária brasileira.

A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 243/2018 estabelece requisitos para a composição desses produtos. As normas também determinam quais ingredientes e aditivos podem ser utilizados, inclusive aqueles destinados a conferir características como sabor, cor e aroma.

Os suplementos são produtos de ingestão oral encontrados em diferentes apresentações, como cápsulas, comprimidos, pastilhas, pós e barras. Sua finalidade é complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes e outras substâncias previstas na regulamentação, como compostos bioativos, enzimas e probióticos.

Isso não significa, porém, que todas as pessoas precisem utilizar suplementos. A necessidade depende de fatores individuais, incluindo alimentação, condições de saúde e nível de atividade física.

A agência também ressalta que esses produtos não devem ser apresentados como alternativas para curar, tratar ou prevenir doenças. A divulgação de benefícios precisa respeitar as regras sanitárias, sem atribuir aos suplementos efeitos terapêuticos que não sejam permitidos.

Consumo por conta própria pode trazer riscos

Segundo a Anvisa, produtos irregulares podem representar riscos porque podem conter substâncias que não passaram pela avaliação sanitária necessária ou ser fabricados sem controles adequados de qualidade e segurança.

Mesmo os suplementos autorizados exigem cuidados. O uso em quantidades inadequadas ou sem considerar as necessidades de cada pessoa pode provocar efeitos indesejados e outros prejuízos à saúde.

Por isso, a recomendação é conferir as informações presentes no rótulo, observar as dosagens e advertências e procurar orientação de um profissional de saúde qualificado antes de iniciar o consumo.

Popularidade nas redes sociais não garante segurança

O caso da ashwagandha evidencia a necessidade de cautela com conteúdos que prometem melhorar o bem-estar, reduzir o estresse ou aliviar sintomas relacionados a mudanças hormonais.

A divulgação frequente de uma substância, mesmo quando acompanhada de relatos positivos de usuários, não comprova sua eficácia nem garante que seu consumo seja seguro.

Antes de utilizar qualquer suplemento, é importante verificar se os ingredientes são autorizados no Brasil e buscar orientação profissional. No caso da ashwagandha, a Anvisa reforça que a substância não está autorizada para uso em suplementos alimentares no país.

*Da Agência Fonte Exclusiva. 

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