O governo de Campos dos Goytacazes-RJ e os primórdios da doutrina pequeno burguesa que esmaga o direito dos pobres;
Por Roberto Henriques
Nos anos da década de 1940 foi fundada na cidade suíça de Mont Pèlerin, uma sociedade que a historiografia aponta como o momento no qual surgiu o pensamento neoliberal. Era uma assembleia de intelectuais (liderada por Friedrich Hayek) que defendiam um capitalismo livre de regras e combatia o Estado de Bem Estar Social.
A Sede da Prefeitura de Campos transformou-se numa sucursal de Mont Pèlerin, uma confraria de pequeno burgueses presidida por Rafael Diniz (o nosso Friedrich Hayek).
Assim como o capitalismo selvagem, ele coloca a economia acima da pessoa. O governo municipal de Campos dos Goytacazes-RJ ordenou covardemente que os Programas Sociais saíssem em retirada. Ceifou o Restaurante Popular, o (programa) Cheque Cidadão e a Passagem Social (criados no governo Rosinha Garotinho).
Rafael fez igual a Moreira Franco, Marcelo Alencar, Anthony Garotinho, Benedita da Silva, Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Pezão; que não deram continuidade ao Programa estadual dos CIEPS (Brizolões criados por Leonel Brizola e Darcy Ribeiro)
Seus conselheiros e assessores precisam considerar que vivemos no planeta terra, onde, apenas 500 milhões de seres humanos vivem confortavelmente, numa população total de 6 bilhões de habitantes (dados de Ignácio Ramone).
Essa é a triste realidade, consequência de um sistema egoísta, que privilegia uma minoria, enquanto destrona os direitos da maioria.
Não podemos concordar que os economistas e palpiteiros da Prefeitura façam uma pescaria de anzol em todas as outras fontes de recursos e nas fontes dos programas sociais façam pescarias de arrastões.
Sei que não é fácil. Os laços que me prendem a Campos não me permitem qualquer leviandade. O trabalho que precisa ser feito é de profissionais que tenham alma de arqueólogos, que peneirem pacientemente todos os componentes do tesouro municipal.
RELAÇÃO COM A CÂMARA
Por que aluga oito carros, se pode ser atendida com dois? É necessária a propaganda da Câmara nas rádios? Não seria possível repactuar mais profundamente os valores dos duodécimos que a prefeitura repassa ao legislativo?
CARGOS DE CONFIANÇA
Não seria mais econômico aproveitar ao máximo o servidor efetivo e pagar a função gratificada?
Todos os secretários precisam de carros exclusivos? Não seria mais econômico uma central de atendimento com frota estimada?
CONTRATAÇÃO DE SERVIÇOS
Foi necessária e inadiável a contratação de um gerador de energia por R$ 5 milhões? Não seria mais sábio apelar pelo poder discricionário do prefeito e pelo princípio da conveniência da administração pública (crise) como objetos de convencimento à Justiça para a não convocação de concursados nesse momento? Por que gastar R$ 6 milhões com o aeroporto. Foram comprados mais de R$ 50 milhões de remédios e insumos.
Está existindo controle rigoroso do que sai e do que entra nos almoxarifados (as faltas destes gêneros são recorrentes)? Um eficiente controle também é economia. Uma dica: a prefeitura pode fazer a maioria dos serviços gráficos na gráfica da Fundação da Infância da Juventude.
Dei acima, apenas alguns exemplos de fontes. Na imensidão da governança municipal, existem centenas delas, que se encontradas, evitaria o atual governo ser servil com os poderosos e cruel com os mais fracos.
Aqui é Campos dos Goytacazes, não pode ser Monte Pèlerin.
*Roberto Henriques é ex-deputado








