Rio das Ostras começou a preparar um plano específico para enfrentar possíveis impactos do El Niño sobre a saúde e a rotina da população. A primeira reunião para estruturar a resposta ocorreu na segunda-feira (28) e reuniu diferentes setores da administração municipal e representantes do Conselho Municipal de Saúde.
A proposta é definir antecipadamente como cada área deverá agir diante de situações provocadas ou agravadas por condições climáticas extremas. Entre as medidas em discussão estão o acompanhamento das previsões meteorológicas e dos indicadores de saúde, a preparação da rede municipal de atendimento e a identificação de locais e grupos mais expostos a riscos.
O planejamento também deverá estabelecer quem será responsável por cada etapa da resposta, como as informações circularão entre os órgãos municipais e de que forma alertas e orientações chegarão à população. Saúde, Assistência Social e Meio Ambiente estão entre as áreas envolvidas na elaboração do documento.
A preparação ocorre enquanto o El Niño ganha força no Pacífico. O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos mantém um alerta para o fenômeno e estima probabilidade superior a 90% de que ele alcance intensidade muito forte durante o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Isso não significa que todas as regiões terão os mesmos efeitos, mas aumenta a necessidade de acompanhamento das condições locais.
Em Rio das Ostras, a Defesa Civil já vinha reforçando o monitoramento desde agosto. Entre os cenários acompanhados estão períodos de calor intenso e baixa umidade, além da possibilidade de chuvas fortes e ventanias, dependendo da evolução das condições meteorológicas. O município informou que recebe atualizações periódicas do Cemaden-RJ para orientar as medidas preventivas.
Na área da saúde, a preocupação é que alterações prolongadas de temperatura, umidade e chuva possam aumentar a procura por atendimento e exigir respostas diferentes da rede pública. Por isso, o plano pretende articular desde a vigilância dos indicadores até a capacidade das unidades de saúde de responder a situações de maior demanda.
O documento ainda está em elaboração. A Prefeitura não informou prazo para conclusão nem detalhou quais protocolos serão adotados em cada tipo de ocorrência. A definição dessas medidas ficará a cargo das secretarias e instituições que participam das próximas etapas de discussão.
*Da Agência Fonte Exclusiva








