A participação nas eleições de outubro poderá facilitar a Prova de Vida de aposentados, pensionistas e outros beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Nas eleições de 2026, o comparecimento às urnas será considerado pelo instituto como uma das formas de confirmar automaticamente que o beneficiário está vivo.
O registro da participação eleitoral será cruzado com as bases de dados utilizadas pelo INSS. Quando o sistema identificar o comparecimento, a informação poderá ser contabilizada para a atualização da Prova de Vida, sem que o beneficiário precise realizar outro procedimento para essa finalidade.
Como funciona a Prova de Vida
A Prova de Vida é uma verificação utilizada para confirmar que o titular de um benefício previdenciário ou assistencial continua vivo. O procedimento busca evitar pagamentos indevidos e garantir a manutenção dos benefícios.
Segundo o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, quem comparecer às urnas já poderá ter essa participação considerada para a comprovação.
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada”, afirmou.
Atualmente, o processo alcança cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais.
Voto é uma das formas de comprovação
A Prova de Vida deixou de depender principalmente do comparecimento presencial. Desde as mudanças implementadas a partir da Lei nº 13.846/2019, o Estado passou a buscar informações em diferentes bases para confirmar a situação dos beneficiários.
A votação nas eleições está entre os registros que podem ser utilizados nessa verificação. O INSS também utiliza outras informações, como registros de documentos, atendimentos e movimentações em bases governamentais.
Quem não votar não perde o benefício
O comparecimento às urnas é uma das fontes utilizadas pelo sistema, mas não é a única. Portanto, quem não votar não precisa realizar automaticamente uma Prova de Vida apenas por não ter participado da eleição.
O INSS utiliza o Sistema de Verificação de Registro de Vida (SIRIS), que reúne diferentes fontes de informação. A pessoa só é chamada para regularizar a situação quando o sistema não encontra registros suficientes para confirmar que ela continua viva.
Em 2024, dados da Justiça Eleitoral registraram eventos relacionados a 20,9 milhões de beneficiários e contribuíram para a atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.
Beneficiários devem ficar atentos a golpes
O INSS também alerta que a Prova de Vida é realizada atualmente de forma automática na maioria dos casos e que beneficiários não devem fornecer dados pessoais, senhas ou informações bancárias a pessoas que façam contato em nome do instituto.
Quem for identificado como necessitando realizar a comprovação recebe comunicação por canais oficiais, como o banco responsável pelo pagamento do benefício ou os serviços do governo. Em caso de dúvida, o cidadão pode consultar o Meu INSS ou entrar em contato pelo telefone 135.
*Da Agência Fonte Exclusiva








