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Copom reduz Selic para 13,75% ao ano no quinto corte consecutivo

Banco Central corta juros em 0,25 ponto percentual e cita inflação, atividade econômica e cenário externo entre os fatores avaliados.

redacao Por redacao
17/09/2026 - 08:22
em Economia
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Copom reduz a Selic de 14% para 13,75% ao ano no quinto corte consecutivo e destaca inflação, atividade econômica e cenário internacional.

Imagem: Reprodução/Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (16) reduzir a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi aprovado por unanimidade e representa a quinta redução consecutiva dos juros básicos da economia brasileira.

A decisão já era esperada pelo mercado financeiro. Segundo o Banco Central, a condução da política monetária considera a evolução da inflação, das expectativas para os preços e das condições da atividade econômica.

Inflação continua no centro da decisão

Na avaliação do Copom, a redução dos juros ocorre dentro da estratégia de aproximar a inflação da meta no horizonte relevante para a política monetária.

A Selic é utilizada como principal instrumento do Banco Central para influenciar as demais taxas de juros da economia. Quando a taxa básica cai, o custo de crédito tende a diminuir, o que pode estimular o consumo e os investimentos. Ao mesmo tempo, juros menores reduzem o estímulo à poupança e podem dificultar o controle da inflação caso a demanda aumente de forma significativa.

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Atividade econômica mostra sinais de desaceleração

O Copom também avaliou o comportamento da economia brasileira. A atividade apresenta sinais de moderação, principalmente nos segmentos mais sensíveis às condições financeiras e ao ciclo econômico.

Apesar dessa desaceleração, o nível de atividade ainda é considerado resiliente. O mercado de trabalho também permanece aquecido, fator que continua sendo acompanhado pelo Banco Central na avaliação das pressões sobre a inflação.

O próprio Banco Central projeta crescimento de 2% para a economia brasileira em 2026. No entanto, a previsão do mercado financeiro é mais baixa: o Boletim Focus mais recente aponta expectativa de expansão de 1,89% do Produto Interno Bruto (PIB).

Cenário fiscal exige cautela

As condições fiscais brasileiras continuam entre os pontos observados pelo Copom. Para o Banco Central, a situação exige uma condução cuidadosa da política monetária diante das incertezas que permanecem no cenário doméstico.

Além dos indicadores internos, a autoridade monetária acompanha o comportamento das expectativas de inflação e os possíveis efeitos das condições financeiras sobre a atividade econômica.

Conflitos no Oriente Médio preocupam

No cenário internacional, o Banco Central destacou as incertezas relacionadas aos conflitos armados no Oriente Médio e aos rumos da política monetária nas principais economias desenvolvidas.

Segundo o Copom, esse ambiente pode aumentar a volatilidade dos preços de ativos e das commodities. Para países emergentes como o Brasil, mudanças nos preços internacionais podem afetar inflação, câmbio e condições financeiras.

O cenário também é influenciado pelo fenômeno climático El Niño, citado pelo Banco Central entre os fatores acompanhados na avaliação econômica.

O que acontece com a Selic agora

Com o novo corte, a taxa básica passou de 14% para 13,75% ao ano. O atual ciclo de redução começou em março de 2026, depois de um período em que a Selic permaneceu em 15% ao ano, maior nível em quase duas décadas.

A próxima trajetória dos juros dependerá da evolução da inflação, das expectativas, da atividade econômica e dos cenários fiscal e internacional. O Copom deverá continuar avaliando esses fatores antes de definir os próximos movimentos da taxa básica.

Principais números:

  • Selic anterior: 14% ao ano
  • Nova Selic: 13,75% ao ano
  • Corte: 0,25 ponto percentual
  • Decisão: unânime
  • Número de cortes consecutivos: 5
  • Crescimento do PIB projetado pelo BC para 2026: 2%
  • Projeção do mercado para o PIB em 2026: 1,89%

*Da Agência Fonte Exclusiva. 

Tags: #BancoCentral#EconomiaBrasileira#mercadofinanceiro#PolíticaMonetáriaCopomEconomiaInflaçãoJurosPIBSelic
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