O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pretende analisar um pedido para tornar públicos novos documentos relacionados aos atentados de 11 de Setembro de 2001. Entre os registros que familiares das vítimas e parlamentares querem acessar estão informações que, segundo eles, podem ajudar a esclarecer possíveis conexões envolvendo a Arábia Saudita.
A declaração foi dada por Trump a jornalistas na Irlanda, antes de embarcar de volta para os Estados Unidos. Questionado sobre a possibilidade de liberar os arquivos, o presidente disse que avaliará o pedido após retornar ao país.
A informação foi divulgada pela Reuters no domingo (13).
Familiares pressionam pela abertura dos arquivos
A liberação de documentos relacionados aos atentados é uma reivindicação antiga de familiares das vítimas. Ao longo dos anos, grupos que representam essas famílias têm cobrado maior transparência sobre informações que ainda permanecem sob sigilo ou não foram disponibilizadas integralmente ao público.
Parlamentares de Nova York também defendem a divulgação de novos registros. Entre os materiais solicitados estão documentos e registros telefônicos que, na avaliação de alguns congressistas, podem ajudar a esclarecer pontos ainda controversos sobre as circunstâncias que antecederam os ataques.
A deputada republicana Nicole Malliotakis afirmou em setembro que o momento pode representar uma oportunidade para ampliar o acesso aos arquivos. Ela defende que o governo Trump adote uma política de maior transparência em relação aos documentos ainda não divulgados.
Possíveis conexões com a Arábia Saudita
Parte da pressão pela abertura dos documentos está relacionada a informações que poderiam ajudar a esclarecer eventuais vínculos entre pessoas ligadas aos ataques e a Arábia Saudita.
A existência de documentos que possam trazer novos elementos sobre essas conexões, porém, não significa que tenha sido comprovada participação do governo saudita ou de autoridades do país nos atentados.
Os questionamentos sobre possíveis relações com cidadãos ou entidades sauditas aparecem há anos nas discussões sobre os documentos mantidos sob sigilo e fazem parte das demandas de familiares e parlamentares por maior acesso às informações.
Atentados completam 25 anos
Em 2026, os ataques de 11 de Setembro completam 25 anos. O atentado matou quase 3 mil pessoas e provocou uma profunda mudança na política de segurança e na atuação internacional dos Estados Unidos.
Segundo a investigação oficial, 19 integrantes da Al Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais naquela manhã. Duas aeronaves atingiram as torres do World Trade Center, em Nova York. Uma terceira foi lançada contra o Pentágono, na região de Washington, D.C.
O quarto avião caiu em uma área rural da Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram reagir contra os sequestradores. A aeronave tinha como possível alvo Washington.
Trump terá que decidir sobre os pedidos
Com a pressão de familiares e parlamentares pela divulgação de novos registros, a decisão de Trump poderá recolocar os arquivos do 11 de Setembro no centro do debate público nos Estados Unidos.
O presidente, por enquanto, afirmou apenas que irá analisar o pedido. A eventual divulgação poderá trazer novos elementos para pesquisas e investigações sobre os atentados, mas qualquer documento adicional precisará ser analisado dentro do contexto das investigações já realizadas.
*Da Agência Fonte Exclusiva








