Passageiros que dependem do transporte alternativo na região Norte de Campos dos Goytacazes voltaram a reclamar, nesta quinta-feira (10), da cobrança de R$ 2 além do valor habitual das passagens.
O acréscimo continua sendo exigido em vans e micro-ônibus do Setor C, apesar de o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) afirmar que não autorizou qualquer reajuste.
A cobrança começou na quarta-feira (9) e alcança linhas que atendem localidades como Conselheiro Josino, Vila Nova, Murundu, Palmares, Santa Maria, Mutuca/Divisa, Morro do Coco e Santo Eduardo.
Segundo passageiros, quem utiliza o RioCard continua tendo R$ 3,50 descontados normalmente no cartão. Depois disso, porém, permissionários estariam exigindo mais R$ 2, pagos em dinheiro ou por Pix.
Quem não utiliza o benefício também percebeu aumento no valor integral das viagens.
Na linha de Santo Eduardo, por exemplo, usuários relatam que a passagem passou de R$ 16,50 para R$ 18,50. Em Conselheiro Josino, o preço teria subido de R$ 7 para R$ 9.
Moradores protestaram na BR-101
A cobrança provocou reação de moradores das localidades atendidas pelo transporte.
Na quarta-feira, passageiros bloquearam um trecho da BR-101, na altura do km 34, em Conselheiro Josino, para protestar contra o aumento e cobrar fiscalização das autoridades.
O ato ocorreu após usuários perceberem que o novo valor estava sendo aplicado sem que houvesse anúncio oficial de reajuste por parte do município.
Permissionários citam aumento do pedágio
Os responsáveis pelas vans e micro-ônibus alegam que os R$ 2 adicionais seriam necessários para compensar o aumento dos custos das viagens, principalmente após o reajuste do pedágio da BR-101.
Parte das linhas que atendem a região Norte utiliza trechos da rodovia durante os deslocamentos.
O argumento, no entanto, não altera as regras para definição das tarifas. Segundo o IMTT, qualquer reajuste precisa passar por autorização do poder público municipal.
IMTT diz que cobrança não foi autorizada
O Instituto Municipal de Trânsito e Transporte reforçou que não existe autorização para o acréscimo de R$ 2 nas passagens.
O órgão informou que pretende ampliar a fiscalização nas linhas do Setor C e que permissionários flagrados cobrando valores diferentes dos oficialmente estabelecidos poderão ser alvo de medidas administrativas.
Apesar do posicionamento do instituto, passageiros afirmam que a cobrança continuou nesta quinta-feira.
O impasse permanece sem solução, enquanto moradores cobram uma resposta efetiva do município e os permissionários defendem que o aumento dos custos tornou necessária uma revisão das tarifas.
*Da Agência Fonte Exclusiva







