A OpenAI apresentou nesta quinta-feira (3) o GPT-6 Astra, sua nova geração de inteligência artificial voltada para tarefas complexas, programação, pesquisa, cibersegurança, uso de computadores e atividades profissionais.
Segundo a empresa, o modelo representa um avanço importante na capacidade de executar trabalhos de ponta a ponta, indo além de simplesmente responder perguntas ou sugerir soluções. O Astra pode interagir com computadores, navegar na internet, produzir documentos, planilhas e apresentações e realizar tarefas que exigem várias etapas de raciocínio.
O lançamento começou com acesso limitado a algumas organizações. A OpenAI informou que a disponibilidade será ampliada nos próximos dias para usuários dos planos ChatGPT Plus, Pro, Business e Enterprise, além de desenvolvedores por meio da API e de plataformas de nuvem.
GPT-6 Astra alcança resultados elevados em testes
A OpenAI apresentou resultados expressivos em diferentes avaliações utilizadas para medir as capacidades de modelos avançados de inteligência artificial.
No ARC-AGI-3, teste voltado ao raciocínio abstrato, o GPT-6 Astra alcançou 99,9%. No ExploitBench, avaliação relacionada à identificação e exploração de vulnerabilidades de segurança, o modelo chegou a 100%.
Em matemática, a empresa informa que o Astra atingiu 98% no FrontierMath Tier 4, um dos testes mais difíceis utilizados para avaliar a capacidade de resolver problemas matemáticos avançados.
A OpenAI também destaca avanços no uso de computadores e navegadores, área em que o modelo consegue executar sequências de ações em ambientes digitais em vez de apenas orientar o usuário sobre o que deveria fazer.
Inteligência artificial pode executar tarefas no computador
Uma das principais características do GPT-6 Astra é a capacidade de realizar atividades diretamente em ambientes computacionais.
O modelo pode, por exemplo, trabalhar com documentos, planilhas e apresentações seguindo modelos e instruções fornecidos pelo usuário. Também consegue adaptar o trabalho quando novas exigências são acrescentadas durante a execução.
A tecnologia foi desenvolvida para aplicações profissionais que envolvem múltiplas etapas, como pesquisa, análise de informações, desenvolvimento de software e produção de materiais.
A proposta é que o usuário não precise necessariamente dividir uma tarefa complexa em dezenas de comandos. O Astra pode receber um objetivo mais amplo e executar diferentes etapas até chegar ao resultado final.
Desempenho em programação ganha destaque
A programação é outra das áreas em que a OpenAI aponta avanços significativos.
O GPT-6 Astra foi desenvolvido para trabalhar com engenharia de software, incluindo atividades que exigem planejamento, escrita e análise de código. A empresa também destaca sua capacidade de lidar com tarefas prolongadas e complexas dentro do fluxo de desenvolvimento.
Na API, o modelo possui uma janela de contexto de 1,05 milhão de tokens e pode gerar até 128 mil tokens em uma única resposta, características que ampliam sua capacidade de trabalhar com grandes volumes de informação.
Modelo também é voltado para ciência e pesquisa
A área científica aparece entre os principais focos do novo modelo.
A OpenAI afirma que o Astra apresenta desempenho de ponta em ciência e que já ajudou a avançar na resolução de problemas matemáticos considerados difíceis e de longa duração.
O objetivo é utilizar a capacidade de raciocínio do modelo em tarefas de pesquisa que exigem análise de grandes quantidades de informação, formulação de hipóteses e execução de várias etapas para chegar a uma solução.
Cibersegurança exige controles adicionais
O desempenho em cibersegurança é um dos aspectos mais sensíveis do GPT-6 Astra.
De acordo com a própria OpenAI, o modelo é o primeiro da empresa a atingir o nível “Critical” de capacidade cibernética dentro do Preparedness Framework. Isso significa que, com as ferramentas e os acessos necessários, o sistema pode identificar vulnerabilidades ainda desconhecidas e desenvolver formas de explorá-las em sistemas protegidos.
Por causa desse potencial, a empresa afirma ter reforçado os mecanismos de segurança antes da disponibilização do modelo. Entre as medidas estão monitoramento mais amplo das atividades dos agentes, isolamento dos ambientes de desenvolvimento e avaliações específicas para impedir comportamentos considerados perigosos.
A OpenAI também informou que determinados recursos avançados de cibersegurança ficarão restritos a grupos específicos de usuários.
Segurança e monitoramento entram no centro do lançamento
O aumento da capacidade do modelo também traz novos desafios para o controle da inteligência artificial.
A OpenAI afirma ter implementado sistemas adicionais de monitoramento capazes de identificar situações em que agentes possam ter interpretado instruções de maneira inadequada. Quando um comportamento potencialmente problemático é detectado, uma interação pode ser pausada ou interrompida para avaliação.
A preocupação ganhou força porque modelos mais avançados conseguem executar sequências cada vez maiores de ações sem intervenção humana constante. Isso aumenta a utilidade da tecnologia, mas também exige mecanismos mais rigorosos para acompanhar o que está sendo feito.
Quanto custa usar o GPT-6 Astra?
Na API da OpenAI, o GPT-6 Astra tem preço de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída. A plataforma também oferece preço reduzido para tokens de entrada armazenados em cache.
Considerando uma cotação aproximada de R$ 5,10 por dólar, os valores equivaleriam a cerca de R$ 51 por milhão de tokens de entrada e R$ 255 por milhão de tokens de saída. O valor efetivamente pago em reais, porém, depende da cotação utilizada no momento da cobrança.
Quando o GPT-6 Astra estará disponível?
O lançamento começou de forma limitada para organizações selecionadas. A OpenAI informou que a expansão ocorrerá gradualmente e incluirá os planos Plus, Pro, Business e Enterprise, além da API e serviços de nuvem como Microsoft Azure e AWS Bedrock.
A chegada do GPT-6 Astra marca uma nova etapa na estratégia da empresa de desenvolver sistemas capazes não apenas de conversar com usuários, mas também de executar trabalhos completos em ambientes digitais.
*Da Agência Fonte Exclusiva








