Pesquisadores brasileiros passaram a integrar um estudo internacional que busca entender por que a hepatite B evolui de formas diferentes entre os pacientes e identificar novos alvos para tratamentos.
No país, participam o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes), e a Universidade de São Paulo (USP).
O consórcio é liderado pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, e reúne equipes do Brasil, Índia, Senegal, Uganda e Estados Unidos.
A pesquisa combinará análises laboratoriais com acompanhamento clínico de pessoas com hepatite B, incluindo pacientes que também vivem com HIV.
Cerca de 600 pacientes deverão ser acompanhados durante quatro anos e meio. No Brasil, o estudo contará com 150 participantes, sendo 75 acompanhados pela equipe da infectologista Tânia Reuter, do Hucam-Ufes.
Os pesquisadores vão analisar características do vírus, respostas imunológicas e fatores genéticos que possam indicar maior chance de controle da infecção ou resposta ao tratamento.
A hepatite B é uma infecção que atinge o fígado e pode evoluir para cirrose e câncer hepático. Os tratamentos atuais conseguem controlar a multiplicação do vírus, mas a infecção crônica ainda não possui cura para a maioria dos pacientes.
Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que aproximadamente 240 milhões de pessoas viviam com hepatite B crônica em 2024.
No mesmo ano, cerca de 1,1 milhão de mortes foram associadas à doença, principalmente por cirrose e câncer de fígado.
Enquanto novos tratamentos são pesquisados, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. No Brasil, a vacina contra hepatite B está disponível gratuitamente no SUS para pessoas não vacinadas de todas as idades.
O vírus pode ser transmitido pelo contato com sangue e outros fluidos corporais, incluindo relações sexuais e transmissão da mãe para o bebê.
*Da Agência Fonte Exclusiva








