Os motoristas brasileiros tiveram uma pequena trégua no preço dos combustíveis na segunda semana de agosto. Entre os principais produtos vendidos nos postos, o etanol foi o que apresentou a maior queda e atingiu o menor preço médio nacional em mais de dois anos.
Segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o litro do etanol foi vendido por uma média de R$ 4,02 no país. O valor representa uma redução de 2,03% em comparação com o fim de julho.
A gasolina também apresentou queda, mas em ritmo menor. O preço médio nacional passou para R$ 6,65 por litro, recuo de 0,43%. Já o diesel S-10 teve redução de 0,69%, chegando a R$ 6,92 por litro.
Maior oferta ajuda a pressionar preço do etanol
A queda mais expressiva do etanol está relacionada principalmente ao aumento da oferta do biocombustível e às condições da safra 2026/27 de cana-de-açúcar.
A redução não começou agora. De acordo com o levantamento, desde o fim de março o preço médio nacional do etanol já acumula uma queda de 16,2%.
Com o combustível mais barato, a diferença em relação à gasolina também aumentou. Isso melhora a competitividade do etanol para os proprietários de veículos com motor flex, que podem escolher entre os dois combustíveis na hora de abastecer.
Na segunda semana de agosto, o preço médio do etanol correspondia a 64,4% do valor da gasolina. A referência mais utilizada pelo mercado considera que o etanol tende a ser economicamente vantajoso quando seu preço fica abaixo de 70% do valor da gasolina.
São Paulo tem o menor preço médio
Apesar da queda nacional, os valores continuam bastante diferentes entre os estados brasileiros.
São Paulo apresentou o menor preço médio do etanol entre as localidades analisadas, com o litro comercializado por R$ 3,70.
Já Sergipe registrou a maior média, de R$ 5,53 por litro. A diferença chega a R$ 1,83 entre os dois estados, mostrando como custos de distribuição, oferta regional e condições do mercado podem influenciar o preço final cobrado nos postos.
A relação entre os preços do etanol e da gasolina também varia bastante de uma região para outra.
Mato Grosso apresentou a menor proporção, com o etanol equivalendo a 55% do preço da gasolina. Na sequência aparecem São Paulo, com 57,1%; Mato Grosso do Sul, com 61,4%; Paraná, com 61,8%; e Minas Gerais, com 63,5%.
Nesses estados, a diferença torna o etanol especialmente competitivo para quem possui um veículo flex.
Vale pesquisar antes de abastecer
Mesmo com a redução observada no preço médio nacional, o valor encontrado pelo consumidor pode variar bastante entre diferentes postos.
A localização do estabelecimento, os custos de transporte, a concorrência regional e as condições de comercialização influenciam diretamente o preço final.
Por isso, pesquisar os valores antes de abastecer continua sendo uma das principais formas de economizar. Para quem utiliza um carro flex, também é importante comparar o preço do etanol com o da gasolina no próprio posto.
A queda registrada em agosto, principalmente no etanol, ocorre em um cenário de maior oferta do biocombustível e representa um alívio para os consumidores. Se o movimento continuar, os preços podem permanecer mais competitivos nas próximas semanas, embora fatores relacionados à produção, distribuição e ao mercado de combustíveis possam alterar esse cenário.
*Da Agência Fonte Exclusiva








