A ampliação das relações comerciais do Brasil com diferentes países deve ganhar espaço na política econômica nacional. A avaliação foi apresentada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante um evento realizado nesta segunda-feira (17), em São Paulo.
Segundo o ministro, o país precisa buscar novos mercados e evitar uma concentração excessiva das exportações ou importações em determinados parceiros. A estratégia, de acordo com Durigan, deve considerar tanto as oportunidades quanto os pontos de vulnerabilidade da economia brasileira.
Em um cenário internacional marcado por incertezas econômicas e disputas comerciais, o ministro também destacou a importância de o Brasil transmitir previsibilidade e segurança para investidores e governos estrangeiros.
Governo busca ampliar relações comerciais
Durigan afirmou que a diversificação não deve significar uma dependência maior de uma região específica, como Ásia ou América do Norte. A intenção é ampliar o número de parceiros e conduzir as negociações considerando os interesses econômicos brasileiros.
O tema ganhou relevância diante do aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo brasileiro iniciou um procedimento para analisar possíveis medidas de resposta às tarifas impostas pelos norte-americanos sobre produtos brasileiros.
A avaliação utiliza como referência a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada em 2025. A legislação estabelece mecanismos que podem ser utilizados pelo Brasil diante de medidas unilaterais adotadas por outros países que afetem a competitividade nacional.
Equilíbrio das contas públicas
Durante o evento, o ministro também ressaltou a importância de manter uma trajetória sustentável para as contas públicas.
Entre as medidas citadas estão restrições orçamentárias e mecanismos destinados a controlar o crescimento de determinadas despesas obrigatórias. Para Durigan, a condução da política fiscal deve buscar equilíbrio sem provocar instabilidade na economia.
O ministro também comentou a implementação da reforma tributária. Ele reconheceu que a transição para o novo modelo envolve mudanças significativas, mas avaliou que 2027 será um período importante para a consolidação da nova estrutura.
A expectativa do governo é que as alterações produzam efeitos positivos sobre a economia brasileira ao longo dos próximos anos.
Ministro defende condições melhores de crédito
As taxas de juros também fizeram parte da discussão. Durigan afirmou que o Brasil precisa avançar para um ambiente em que o crédito tenha condições mais favoráveis para empresas e consumidores.
Na avaliação apresentada pelo ministro, juros mais adequados são importantes para estimular a atividade econômica e contribuir para um ciclo de crescimento sustentável.
A política comercial, o controle das despesas públicas, a transição tributária e as condições de financiamento fazem parte, segundo Durigan, de um conjunto de fatores que influenciam as perspectivas econômicas do país.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








