As algas marinhas vêm conquistando espaço na alimentação por combinarem características nutricionais interessantes com uma produção que, em comparação com muitas culturas agrícolas convencionais, demanda menos recursos.
Consumidas há séculos em diferentes regiões do mundo, especialmente na Ásia, espécies como nori e wakame passaram a aparecer com mais frequência em receitas e produtos alimentícios.
Segundo Angeline Jeyakumar, professora assistente do Departamento de Nutrição da Universidade de Nevada, Reno, as algas podem ser uma alternativa para ampliar a variedade da alimentação. Por crescerem em ambientes aquáticos, elas não dependem do uso tradicional de solo agrícola, fertilizantes ou pesticidas.
Além da versatilidade na cozinha, algumas variedades apresentam nutrientes importantes para o organismo.
Algas são fontes de minerais e vitaminas
Dependendo da espécie, as algas podem fornecer iodo, fibras, ferro, potássio e vitaminas A, B, C e E. Esses nutrientes participam de diferentes funções do organismo, incluindo o funcionamento da tireoide, a manutenção da saúde intestinal e a proteção das células.
Alguns tipos também contêm compostos que podem apresentar ação prebiótica, contribuindo para o equilíbrio da microbiota intestinal. A quantidade e a composição dos nutrientes, entretanto, variam de acordo com a espécie, a origem e a forma de preparo.
Por isso, não é possível atribuir os mesmos benefícios nutricionais a todas as algas disponíveis no mercado.
Nori e wakame estão entre as mais conhecidas
O nori é uma das variedades mais populares e está associado principalmente à culinária japonesa. Além de ser utilizado no preparo de sushi, pode ser incorporado a arroz, sopas, saladas e outras receitas.
O wakame também é bastante utilizado na gastronomia japonesa e aparece tradicionalmente na sopa de missô. A alga pode ainda ser combinada com vegetais e diferentes preparações.
Outras possibilidades incluem a utilização de algas em pratos com peixes, preparações assadas e algumas bebidas ou receitas que utilizam ingredientes vegetais.
Excesso de iodo exige atenção
Apesar dos benefícios nutricionais, o consumo de algas precisa ser moderado. Algumas espécies podem apresentar concentrações elevadas de iodo, mineral essencial para a produção dos hormônios da tireoide, mas que pode causar problemas quando ingerido em excesso.
O cuidado é especialmente importante para pessoas que já possuem alterações na função da tireoide. Indivíduos com doenças renais ou outras condições de saúde também devem conversar com um profissional antes de incluir grandes quantidades de algas na alimentação de forma frequente.
A concentração de iodo pode variar significativamente entre espécies e produtos, o que torna importante observar as informações nutricionais e as orientações de consumo presentes nas embalagens.
Produção pode ter menor impacto ambiental
Outro aspecto que tem aumentado o interesse pelas algas é a possibilidade de produção sem a necessidade de terras agrícolas. Como são cultivadas em ambientes aquáticos, elas não dependem diretamente de áreas de solo, além de apresentarem menor necessidade de insumos agrícolas convencionais.
Essa característica faz com que as algas sejam estudadas como uma alternativa para diversificar as fontes de alimentos e desenvolver sistemas de produção mais eficientes em determinados contextos.
Ainda assim, os impactos ambientais dependem de fatores como espécie cultivada, local de produção, métodos utilizados e processamento.
Algas podem fazer parte de uma alimentação equilibrada
As algas marinhas podem contribuir para uma dieta diversificada, especialmente quando utilizadas como parte de refeições variadas. Nori e wakame são opções versáteis e podem ser incorporadas a diferentes preparações.
No entanto, o alimento não deve ser tratado como solução isolada para melhorar a saúde. O consumo adequado depende da variedade escolhida, da quantidade ingerida e das necessidades individuais.
Em especial por causa da concentração de iodo em algumas espécies, o consumo frequente ou em grandes quantidades deve ser feito com cautela. Para pessoas com condições de saúde específicas, a orientação de um profissional é recomendada.
*Da Agência Fonte Exclusiva








