O Brasil poderá enfrentar uma nova sequência de temperaturas elevadas nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) monitora a possibilidade de uma onda de calor em diferentes áreas do país, enquanto outras regiões devem registrar aumento da instabilidade e ocorrência de chuvas.
A previsão indica temperaturas acima da média no centro-leste do Amazonas, no oeste do Pará e em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Paraná. Para que o fenômeno seja oficialmente caracterizado como onda de calor, no entanto, é necessário que as temperaturas máximas permaneçam pelo menos 5°C acima da média durante cinco dias consecutivos.
Além do calor, a baixa umidade do ar continuará sendo uma preocupação em grande parte do Centro-Oeste, no sul do Pará e em áreas do Nordeste e Sudeste.
Sul terá aumento das chuvas
Enquanto parte do país se prepara para temperaturas mais altas, a Região Sul deverá enfrentar um cenário de maior instabilidade.
Para esta quinta-feira (13), há previsão de chuva e trovoadas no centro-norte do Rio Grande do Sul e no sul de Santa Catarina. O tempo também poderá ficar chuvoso no centro-sul do Paraná e em outras áreas catarinenses.
As projeções indicam que algumas localidades do Sul podem acumular até 200 milímetros de chuva em um período de sete dias, exigindo atenção para possíveis impactos provocados pelo excesso de precipitação.
Governo acompanha efeitos do El Niño
A possibilidade de novos extremos climáticos ocorre em meio ao monitoramento realizado pelo governo federal sobre os efeitos do El Niño no território brasileiro.
Nesta quarta-feira (12), a Casa Civil divulgou informações da terceira reunião da sala de situação criada para acompanhar os riscos associados ao fenômeno. A estratégia prevê medidas específicas para cada região, levando em consideração as características dos possíveis impactos.
No Norte e no Nordeste, a preocupação está relacionada principalmente à estiagem e à redução da disponibilidade de água. Já no Sul, a atenção está voltada para o risco de chuvas volumosas. No Sudeste e no Centro-Oeste, o foco inclui os períodos de calor intenso.
O secretário Nacional da Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou, em entrevista ao programa A Voz do Brasil, que o comportamento do clima poderá produzir efeitos distintos nas regiões brasileiras, com chuvas intensas em determinadas áreas e períodos de seca em outras.
Abastecimento entra no planejamento
Entre as medidas avaliadas pelo governo estão ações para reduzir os impactos de uma possível queda no nível dos rios. A preocupação envolve principalmente comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas que podem enfrentar dificuldades de deslocamento e abastecimento.
Também está sendo considerada a antecipação de estoques de combustíveis em municípios e corredores logísticos que possam sofrer restrições de transporte devido à redução dos níveis dos rios.
Na área da saúde, o governo monitora a possibilidade de aumento de doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya. O planejamento inclui a descentralização de bases da Força Nacional do SUS para Manaus, Belém e Porto Velho, além da preparação de kits de atendimento e do acompanhamento de áreas indígenas.
O cenário meteorológico permanece sob acompanhamento dos órgãos responsáveis, já que a confirmação de uma nova onda de calor dependerá da evolução das temperaturas nos próximos dias.
*Da Agência Fonte Exclusiva








