O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de maior cautela nesta terça-feira (23), com o dólar em forte alta e encerrando o pregão no maior nível em quase três meses. Em contrapartida, o Ibovespa teve leve recuperação e fechou em alta de pouco mais de 0,5%, após um dia de oscilações.
A valorização do dólar foi impulsionada pelo aumento da aversão ao risco no cenário internacional, além das expectativas em torno de novos indicadores econômicos dos Estados Unidos e seus possíveis impactos sobre a política monetária do Federal Reserve Federal Reserve.
O movimento também refletiu a busca por ativos considerados mais seguros diante das incertezas globais.
No mercado doméstico, o dólar à vista avançou 0,89% e fechou cotado a R$ 5,187, atingindo o maior patamar desde o fim de março. Durante o pregão, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,19.
O Ibovespa Ibovespa encerrou o dia aos 171.258 pontos, sustentado principalmente pela recuperação de ações de grandes bancos, Petrobras e empresas ligadas ao ciclo econômico.
A divulgação da ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom) também contribuiu para reduzir parte da volatilidade, ao indicar possibilidade de manutenção da cautela no ciclo de juros.
No exterior, os mercados foram pressionados pela queda das ações de tecnologia nos Estados Unidos, com o índice Nasdaq recuando cerca de 2% em meio a movimentos de realização de lucros.
Investidores também acompanharam dados econômicos e aguardam a divulgação do índice de inflação PCE, considerado um dos principais indicadores para decisões do Federal Reserve.
O petróleo também encerrou o dia em queda, influenciado por expectativas envolvendo negociações geopolíticas entre Estados Unidos e Irã e possíveis mudanças na oferta global.
O Brent recuou 0,93%, cotado a US$ 76,80, enquanto o WTI caiu 0,88%, a US$ 73,21 por barril.
*Da Agência Fonte Exclusiva








