A morte de Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, voltou a acender o alerta sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O jovem morreu após quase 10 meses de tratamento contra as sequelas provocadas por intoxicação por metanol, substância altamente tóxica que pode causar cegueira, coma e morte.
Segundo informações divulgadas sobre o caso, Guilherme teria consumido uma bebida contaminada em agosto de 2025. Desde então, passou a enfrentar uma longa rotina de internações, reabilitação e acompanhamento médico. A família compartilhou nas redes sociais momentos da recuperação, incluindo sessões de fisioterapia, alta hospitalar, batismo e registros da luta diária contra as consequências da intoxicação.
O jovem morreu no domingo e foi sepultado na segunda-feira. A notícia provocou forte comoção entre familiares, amigos e seguidores que acompanhavam a trajetória de Guilherme pela internet. Em publicações nas redes sociais, parentes destacaram a força do jovem durante o período de tratamento e lamentaram a perda.
O metanol é um álcool de uso industrial e não deve ser ingerido. Quando entra no organismo, é metabolizado em substâncias tóxicas capazes de atingir o sistema nervoso central, o nervo óptico e outros órgãos. Os sintomas podem incluir dor abdominal, náuseas, vômitos, tontura, sonolência, confusão mental, alterações visuais, convulsões e perda de consciência.
Casos de intoxicação por metanol estão frequentemente associados ao consumo de bebidas clandestinas, falsificadas ou adulteradas. O perigo é ainda maior porque, em muitos casos, a bebida contaminada pode parecer visualmente semelhante a um produto regular, dificultando a identificação pelo consumidor.
Em São Paulo, o avanço dos registros levou autoridades de saúde e segurança a reforçarem fiscalizações em bares, adegas, distribuidoras e pontos suspeitos de comercialização irregular. Até o último levantamento divulgado, o estado contabilizava 54 casos confirmados de intoxicação por metanol e 12 mortes associadas ao consumo de bebidas contaminadas.
A morte de Guilherme reforça a necessidade de ampliar ações de fiscalização, rastrear a cadeia de distribuição de produtos adulterados e orientar a população sobre os riscos. Especialistas recomendam evitar bebidas sem procedência, com preço muito abaixo do mercado, lacre violado, rótulo irregular, embalagem suspeita ou origem desconhecida.
A orientação é procurar atendimento médico imediato diante de qualquer sintoma após o consumo de bebida alcoólica, principalmente em casos de visão turva, dor de cabeça intensa, vômitos persistentes, confusão mental ou sonolência fora do normal. O tratamento precoce pode ser decisivo para reduzir danos graves e salvar vidas.
*Da Agência Fonte Exclusiva







