O Sistema Único de Saúde ampliou a oferta de vacinas contra doenças respiratórias graves, com foco na proteção de bebês, gestantes, crianças e grupos mais vulneráveis. Entre as novidades estão a vacina contra o vírus sincicial respiratório, o VSR, e a vacina pneumocócica 20-valente, conhecida como Pneumo 20.
As duas estratégias fazem parte do esforço do Programa Nacional de Imunizações para reduzir internações, complicações e mortes provocadas por infecções respiratórias, especialmente em bebês e pessoas com maior risco de agravamento.
A vacina contra o VSR é voltada para gestantes e tem como objetivo proteger o bebê ainda nos primeiros meses de vida. O vírus sincicial respiratório é uma das principais causas de bronquiolite e também está associado a quadros de pneumonia em crianças pequenas.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação de gestantes pode evitar cerca de 28 mil internações por ano e beneficiar aproximadamente 2 milhões de recém-nascidos. A proteção ocorre porque a mãe produz anticorpos após a vacinação, e esses anticorpos são transferidos para o bebê durante a gestação.
O SUS também passou a ampliar a proteção contra doenças pneumocócicas com a chegada da vacina pneumocócica 20-valente. O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por infecções graves como pneumonia, meningite, otite e infecção generalizada.
A Pneumo 20 representa um avanço em relação às vacinas pneumocócicas anteriores, porque amplia o número de sorotipos cobertos. A expectativa é reduzir hospitalizações, sequelas e óbitos, principalmente entre crianças pequenas e pessoas com maior risco de complicações.
De acordo com o Ministério da Saúde, o início da vacinação com a Pneumo 20 para crianças de até 5 anos ocorre nas Unidades Básicas de Saúde. O imunizante também tem indicação para grupos específicos, conforme orientação do calendário nacional e dos serviços de referência.
Especialistas destacam que a ampliação da cobertura vacinal é fundamental para diminuir a circulação de vírus e bactérias que provocam doenças respiratórias graves. Além de proteger individualmente quem recebe a vacina, a imunização ajuda a reduzir a pressão sobre hospitais, UTIs pediátricas e unidades de emergência.
A orientação é que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação das crianças atualizada e procurem uma Unidade Básica de Saúde para verificar quais imunizantes estão indicados. Gestantes também devem conversar com a equipe de saúde durante o pré-natal para receber a vacina contra o VSR no período recomendado.
As vacinas disponíveis no SUS passam por avaliação técnica antes de serem incorporadas ao calendário público. A ampliação da oferta reforça a importância da vacinação como uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.
*Da Agência Fonte Exclusiva







