O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou piora no quadro de saúde após passar por um processo gradual de redução das medicações, segundo relato feito pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na quarta-feira (10), em publicação nas redes sociais. A informação foi divulgada inicialmente pelo portal Poder360.
De acordo com Michelle, a tentativa de desmame das medicações havia começado três dias antes, mas precisou ser interrompida depois que Bolsonaro apresentou uma crise considerada forte pela família. Ela afirmou que o ex-presidente teve uma breve melhora no dia seguinte, mas voltou a se sentir mal.
“A gente já estava no desmame há três dias das medicações. Infelizmente, não deu certo. Ele teve uma crise muito forte anteontem. Ontem deu uma trégua à tarde, mas voltou. Então hoje ele não está muito bem”, disse Michelle.
Ainda segundo a ex-primeira-dama, o médico Brasil Caiado acompanha o caso e participou da reformulação do tratamento. Bolsonaro deverá passar por novos exames para avaliação do quadro clínico e ajustes nas medicações.
A piora ocorre em meio a relatos recentes de aumento nas crises de soluço enfrentadas pelo ex-presidente. No dia 5, boletim médico informou que Bolsonaro havia registrado intensificação dos episódios ao longo da semana anterior. O tema também foi citado por Carlos Bolsonaro, que classificou a saúde do pai como deteriorada e atribuiu o agravamento ao que chamou de pressão do “sistema”.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após receber alta hospitalar em Brasília. A medida foi autorizada por razões humanitárias, depois de complicações relacionadas a um quadro de pneumonia bacteriana bilateral. O ex-presidente também passou recentemente por procedimento cirúrgico para tratar um problema no ombro direito.
Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, Bolsonaro cumpre a pena em regime domiciliar sob condições determinadas pela Justiça. A defesa e familiares têm citado o histórico de problemas de saúde do ex-presidente, agravado desde a facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
Apesar dos relatos da família, até o momento não há novo boletim médico público detalhando o resultado dos exames ou a evolução clínica após a reformulação das medicações.
*Da Agência Fonte Exclusiva








