O advogado Eugênio Aragão comunicou nesta terça-feira (19) que não representa mais o ex-presidente do Banco Regional de Brasília, Paulo Henrique Costa, investigado no caso envolvendo o Banco Master.
A mudança na defesa acontece enquanto Paulo Henrique Costa mantém conversas com autoridades sobre a possibilidade de firmar um acordo de colaboração premiada junto à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. O ex-dirigente segue detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Em nota divulgada à imprensa, Aragão afirmou que sua atuação profissional é pautada pela confiança, responsabilidade e compromisso com a seriedade jurídica. O advogado, no entanto, não revelou quais fatores motivaram sua saída do caso.
No comunicado, ele também destacou que uma eventual delação premiada deve ocorrer apenas diante da existência de elementos considerados robustos e devidamente comprovados, respeitando os princípios legais e a integridade das instituições envolvidas.
Paulo Henrique Costa foi preso em abril durante a quarta etapa da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master e à tentativa de aquisição da instituição pelo BRB.
De acordo com os investigadores, Costa é suspeito de ter negociado o recebimento de aproximadamente R$ 146,5 milhões em vantagens indevidas junto ao banqueiro Daniel Vorcaro. Conforme a apuração, os valores teriam sido repassados por meio de operações envolvendo imóveis.
O ex-presidente do BRB nega participação em qualquer esquema ilícito. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal, com acompanhamento da Procuradoria-Geral da República.
*Da Agência Fonte Exclusiva








