O programa Desenrola Fies registrou forte procura logo nas primeiras 24 horas de funcionamento. Segundo dados divulgados pelo governo federal, a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) movimentou R$ 1,34 bilhão já no primeiro dia de adesão, iniciado na quarta-feira (13).
Ao todo, foram contabilizadas cerca de 22 mil renegociações formalizadas e aproximadamente 87 mil simulações realizadas por estudantes interessados em regularizar os contratos em atraso. Após a aplicação dos descontos previstos pelo programa, o valor efetivamente renegociado ficou em torno de R$ 270 milhões.
A iniciativa integra o Novo Desenrola Brasil e busca facilitar a regularização financeira de estudantes com contratos antigos do Fies. O programa contempla financiamentos firmados até 2017 e permite descontos que podem chegar a 99% do valor da dívida, dependendo da situação do contrato e do perfil do estudante.
Segundo o Ministério da Educação, mais de 1 milhão de pessoas podem ser beneficiadas pela medida. O saldo total das dívidas passíveis de renegociação ultrapassa R$ 83 bilhões.
De acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, os estudantes podem aderir diretamente pelos canais digitais da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil até o dia 31 de dezembro de 2026.
As condições de renegociação variam conforme o tempo de inadimplência. Estudantes com débitos vencidos há mais de 90 dias podem obter descontos sobre juros, multas e parte do saldo principal, além de parcelamento em até 150 vezes.
Já quem possui dívida superior a 360 dias e está inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), com dados atualizados, poderá conseguir abatimento de até 92% do valor total da dívida. Para estudantes fora do programa social, os descontos podem chegar a 77%.
O governo também incluiu uma regra específica para quem aderir ao Desenrola Fies. Conforme previsto na Medida Provisória nº 1.355/2026, o beneficiário deverá concordar com o bloqueio do CPF em plataformas de apostas online pelo período de 12 meses após a renegociação.
Segundo o governo federal, a medida busca incentivar uma reorganização financeira dos estudantes e reduzir riscos de inadimplência futura.
Além dos inadimplentes, estudantes que estão em dia ou possuem atrasos inferiores a 90 dias também poderão aderir ao programa para quitar o saldo devedor com desconto de 12%.
A adesão ao programa pode ser feita totalmente de forma digital, pelo aplicativo ou site do banco responsável pelo contrato, sem necessidade de comparecimento presencial.
Criado em 2001, o Fies financia cursos de graduação em instituições privadas de ensino superior com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desde 2018, o programa passou a oferecer juros zero para estudantes de baixa renda.
*Da Agência Fonte Exclusiva








