É o menor patamar desde 2013, mas entidades ligadas aos empresários cobram por reforma da Previdência;
Da redação
Pela oitava vez seguida, o Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central, reduziu nesta quarta-feira (6) a taxa de 9,25% ao ano para 8,25% ao ano. A redução da Selic será de 1 ponto percentual.
A decisão era esperada pelos analistas financeiros. Agora a Selic chega ao menor nível desde outubro de 2013, quando estava em 9% ao ano.
Confira a repercussão entre diferentes setores:
CNI
Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a redução da taxa Selic ajudará a recuperar a produção e o consumo, porém a manutenção dos juros baixos por muito tempo depende da aprovação de reformas como a da Previdência Social.
“A redução dos juros é essencial para a recuperação das condições financeiras, tanto das empresas quanto dos consumidores, e para impulsionar a retomada da economia”, informou o presidente entidade, Robson Braga de Andrade, em comunicado.
SPC
O Serviço de Proteção ao Crédito – SPC Brasil – elogiou a redução dos juros básicos. Para a entidade, o fato de as taxas básicas estarem no nível mais baixo em quatro anos facilitará a retomada da economia brasileira. A entidade, no entanto, avaliou que o ciclo de corte dos juros está perto do fim.
“Com o corte atual, os juros se aproximam do mínimo histórico de 7,25% [ao ano] entre o final de 2012 e o início de 2013. A autoridade monetária tem inclusive espaço para atingir este patamar ou chegar muito próximo dele”, destacou o SPC Brasil.
FIESP
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, considerou insuficiente o corte de apenas um ponto percentual da taxa básica de juros. Para Skaf, o corte da taxa deveria ter sido maior. “Com previsão de inflação de 3,31% no fim deste ano, sem dúvida há espaço para cortes mais incisivos da Selic”, disse, em nota.
ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SP
O presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, disse esperar por cortes maiores na taxa.
“É uma decisão alinhada com o que o mercado esperava e que se justifica plenamente, considerando que a inflação em 12 meses, divulgada hoje, está abaixo inclusive do limite inferior da meta. Espera-se, contudo, que haja continuidade nos cortes nas duas próximas reuniões do comitê neste ano”, disse Burti.
FORÇA SINDICAL
Por meio de nota, a Força Sindical criticou a queda da Selic não ter sido maior.
“O Copom precisa deixar o conservadorismo de lado, ousar e levar os juros a patamares que facilitem a retomada do crescimento econômico. Defendemos também a implementação de outras políticas que priorizem a retomada do investimento, o crescimento da economia, a geração de empregos, a redução da desigualdade social, o combate à pobreza e a distribuição de renda”, diz a nota, assinada pelo presidente da entidade, Paulo Pereira da Silva, e pelo secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna.
FIRJAN
Para a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a decisão do Banco Central é coerente com o cenário econômico, mas “ainda é grande a ociosidade no parque fabril e no mercado de trabalho, em que pese o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nos dois últimos trimestres. O grande desafio do Brasil é justamente voltar a crescer com inflação e juros baixos. E isso só será possível com o equilíbrio das contas públicas”.
*Agência VIU! com EBC








