O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) medidas para amenizar os efeitos do aumento de 55% no preço do querosene de aviação (QAV) sobre o valor das passagens aéreas.
O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, em entrevista ao programa Alô Alô Datena, da Rádio Nacional.
Entre as ações estão o reparcelamento de tarifas aeroportuárias junto à Força Aérea Brasileira (FAB) e a redução de tributos, como PIS e Cofins.
Serão criadas duas linhas de crédito: uma voltada para a compra de QAV por meio do Fundo Nacional da Aviação Civil, permitindo que companhias adquiram maior volume a menor custo, e outra de curto prazo com garantia do governo, destinada ao custeio do combustível.
O reajuste do QAV, anunciado pela Petrobras em 1º de abril, reflete a alta global do petróleo, intensificada pela instabilidade no Irã e pela relevância estratégica do Estreito de Ormuz, rota de 20% da produção mundial.
O combustível representa cerca de 30% dos custos das companhias aéreas, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Franca destacou que passagens compradas com antecedência não terão alteração de preço e recomendou planejamento para aproveitar tarifas mais baixas.
Ele também comentou sobre preços altos de produtos nos aeroportos, afirmando que custos operacionais são elevados, mas que valores abusivos, como cafés a R$ 23, estão sendo monitorados junto às concessionárias e à Anac.
O ministro ressaltou ainda o crescimento da aviação civil, com recorde de 130 milhões de passageiros em 2025, e investimentos de mais de R$ 4,6 bilhões em infraestrutura aeroportuária neste ano, visando mais conforto, eficiência e geração de empregos.
Franca concluiu afirmando que o governo busca equilibrar a liberdade do mercado com a proteção do consumidor, evitando abusos nos aeroportos e mantendo a conectividade da aviação no país.
*Da Agência Fonte Exclusiva







