MPF rastreia e-mail comprovando que empresário preso na Operação Ponto Final mandou flores para o ministro do STF que lhe concedeu habeas corpus;
Da redação
Laços de ternura unem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o empresário Jacob Barata Filho, preso na Operação Ponto Final, no Rio de Janeiro e beneficiado por um habeas corpus na corte.
Nesta terça-feira (29), o Ministério Público Federal (MPF) no Rio ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, novas informações para subsidiar o pedido de suspeição do ministro no para julgar o empresário.
Os procuradores alegam que o empresário, beneficiado por um habeas corpus concedido por Mendes, enviou flores ao ministro e para sua esposa em novembro de 2015.
Segundo os procuradores, o fato “aponta para o íntimo relacionamento” entre os dois. Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Barata Filho.
No documento, o MPF também informou que teve acesso aos e-mails do empresário, investigado na Operação que apura indícios de corrupção no sistema de transporte público do Rio de Janeiro.
Os procuradores anexaram um recibo de uma loja virtual de entrega de flores, no valor de R$ 200, no qual consta os nomes “Guiomar e Gilmar” como destinatários das flores. O pedido foi feito pelo empresário, segundo o MPF.
Nesta segunda-feira (28), a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, pediu que o ministro Gilmar Mendes se manifeste sobre o pedido da PGR para impedi-lo de continuar atuando no processo.
OUTRO LADO
Após a chegada do pedido de suspeição ao STF, a assessoria do ministro informou, em nota, que o contato dele com a família de Barata Filho ocorreu apenas no dia do casamento.
Além disso, segundo os assessores, o fato não se enquadra nas regras legais que determinam o afastamento de um magistrado para julgar uma causa em função de relação íntima com uma das partes.
“O contato com a família ocorreu somente no dia do casamento. Não há relação com o paciente e/ou com os negócios que este realiza. Já há entendimento no Supremo Tribunal Federal que as regras de suspeição e impedimento do novo Código de Processo Civil não se aplicam ao processo penal. Ademais, não há tampouco amizade íntima com os advogados da presente causa”, informou a assessoria de Gilmar Mendes na ocasião.
*Agência VIU! com EBC








