Neste sábado (28), o Pix por aproximação celebra seu primeiro ano desde o lançamento. Criado para acelerar pagamentos, o método ainda precisa conquistar a preferência do público.
Segundo dados do Banco Central (BC), em janeiro de 2026, apenas 0,01% das transações Pix e 0,02% do valor total transferido foram realizados por aproximação.
No mês anterior, das 6,33 bilhões de operações via Pix, cerca de 1,057 milhão foram feitas pelo sistema que permite pagar apenas encostando o celular em uma maquininha de cartão ou na tela do computador.
Em termos financeiros, esse canal movimentou R$ 568,73 milhões, diante de um total de R$ 2,69 trilhões do Pix convencional.
Para Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), o ritmo lento de adoção está ligado a limites operacionais e restrições de segurança impostas pelo BC. Ele, no entanto, destaca sinais de expansão, especialmente no segmento corporativo.
“O potencial é grande, principalmente à medida que surgem mais casos de uso e a modalidade se consolida no ambiente empresarial, sempre mantendo a confiança como prioridade”, afirma Lino.
Com maior adesão em empresas e comércio, o Pix por aproximação deve crescer, especialmente em locais de grande fluxo de clientes, reforçando seu papel como ferramenta ágil de pagamento no ponto de venda.
No contexto corporativo, transferências entre filiais e matriz podem impulsionar a modalidade, desde que acompanhadas de protocolos de segurança eficientes.
Trajetória de crescimento
Apesar de representar uma parcela pequena do sistema Pix, o Pix por aproximação tem mostrado expansão contínua. Cinco meses após o lançamento, em julho de 2025, apenas 35,3 mil transações foram registradas. Em novembro do mesmo ano, o número ultrapassou 1 milhão.
O avanço financeiro também é expressivo: os valores movimentados saltaram de R$ 95,1 mil em julho de 2025 para R$ 1,103 milhão em agosto, atingiram R$ 24,205 milhões em novembro e R$ 133,151 milhões em dezembro.
Segurança em foco
Para evitar fraudes em maquininhas, o BC definiu limite padrão de R$ 500 por transação via Google Pay, que é usado em mais de 80% dos smartphones brasileiros. Apps bancários permitem ajustes de limite diário e por operação, aumentando a segurança do usuário.
Rapidez como vantagem
O grande diferencial do Pix por aproximação é a velocidade. Enquanto o Pix tradicional exige abrir o app, digitar a chave ou escanear QR Code e inserir senha, a modalidade por aproximação simplifica: basta ativar o NFC do celular e encostar no terminal ou na tela do computador.
Essa praticidade se aproxima do funcionamento dos cartões contactless, tornando os pagamentos mais ágeis, especialmente em estabelecimentos com alto movimento e filas.
Atenção aos juros em pagamentos com cartão
Alguns bancos permitem que o Pix por aproximação seja usado com cartão de crédito, o que pode gerar juros. Em dezembro de 2025, o BC decidiu não regulamentar o Pix Parcelado, mas instituições financeiras ainda podem oferecer parcelamento com juros sob nomes como “Pix no Crédito” ou “Parcele o Pix”.
Ao completar seu primeiro ano, o Pix por aproximação surge como alternativa promissora para agilizar pagamentos, com espaço para expansão em empresas e comércios movimentados à medida que usuários se familiarizam com a tecnologia.
Da Agência: Fonte Exclusiva








