A Secretaria de Educação de Macaé realizará, no dia 26 de novembro, o III Simpósio de História e Cultura Afro-Brasileira, que marca a culminância dos projetos desenvolvidos pelas escolas ao longo de todo o ano letivo. O encontro, com o tema “Somos todos griots: diálogo permanente entre os saberes ancestrais e práticas educacionais”, acontecerá às 9h no auditório Cláudio Ulpiano, na Cidade Universitária.
O evento tem como objetivo fortalecer o diálogo entre a escola e a comunidade, promover reflexões sobre práticas antirracistas e assegurar a efetiva aplicação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que incluíram no currículo da Educação Básica o ensino obrigatório de história e cultura afro-brasileira e indígena.
Durante o simpósio, unidades da Rede Municipal apresentarão projetos que foram trabalhados com os alunos ao longo do ano, valorizando expressões culturais, a ancestralidade e as identidades formadoras da sociedade brasileira.
Para o secretário de Educação de Macaé, Matias Mendes, o encontro reforça o compromisso do município com uma educação que reconhece e valoriza a diversidade.
“A educação antirracista vai além de um propósito pedagógico; ela é uma responsabilidade coletiva. O simpósio reafirma o compromisso da Secretaria com a nossa história, nossas raízes e com uma prática educativa que acolhe, transforma e promove justiça social. É um momento de celebração e reconhecimento da contribuição da cultura afro-brasileira em todas as suas formas”, afirmou.
A coordenadora de Diversidade e Inclusão, Maria Nelita Araújo, destaca a relação simbólica entre os griots — contadores de histórias africanos — e o papel dos professores. Segundo ela, assim como os griots preservam e compartilham sabedorias ancestrais, educadores também organizam, transmitem e ressignificam conhecimentos dentro da sala de aula.
“Queremos contextualizar a escola a partir das experiências que chegam pelas famílias e pelos projetos desenvolvidos. É um espaço de valorização das manifestações culturais afro-brasileiras e indígenas, reconhecendo-as como expressões de resistência, identidade e memória”, explicou.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








