O bilionário Elon Musk foi citado em documentos ligados ao escândalo de exploração sexual de Jeffrey Epstein, divulgados nesta sexta-feira (26) durante uma sessão do Congresso dos Estados Unidos. Os arquivos fazem parte de uma investigação sobre a forma como o governo federal lidou com o caso envolvendo Epstein e sua parceira Ghislaine Maxwell, condenada em 2022 a 20 anos de prisão por recrutar adolescentes para serem abusadas.
De acordo com a CNBC, os documentos incluem 8.544 arquivos, entre eles itinerários de viagens para as Ilhas Virgens Americanas, onde ocorreram os abusos. Um dos registros revela um convite enviado a Musk para visitar a ilha em 6 de dezembro de 2014. Na sequência, Epstein questiona: “isso ainda vai acontecer?”.
Musk já havia afirmado publicamente que foi convidado diversas vezes, mas sempre recusou. Além do empresário, também aparecem como convidados o fundador da Microsoft, Bill Gates, o ex-assessor da Casa Branca Steve Bannon, o investidor Peter Thiel e o príncipe Andrew, irmão mais novo do rei Charles III.
Outro itinerário mostra que Andrew esteve em um voo para a ilha em 2000. O príncipe nega qualquer irregularidade. Gates, por sua vez, teria sido convidado para um café da manhã com Epstein em dezembro de 2014.
Durante sua campanha presidencial, Donald Trump prometeu tornar públicos os arquivos do escândalo, mas não cumpriu a promessa após assumir o segundo mandato. Em junho, durante uma troca de acusações, Musk criticou o republicano por não divulgar os documentos para proteger sua própria reputação.
Acordo com governo Trump
Apesar das recentes críticas, a Administração de Serviços Gerais (GSA) do governo Trump fechou um acordo para que agências federais tenham acesso aos modelos de inteligência artificial da xAI, empresa de Musk. A parceria garante o uso de modelos como o Grok 4 e sua versão acelerada, Grok 4 Fast, por uma taxa simbólica de US$ 0,42, em referência ao livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.
Da Agência Fonte Exclusiva.








