A agência espacial norte-americana (NASA) anunciou, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (23), que a missão Artemis II tem uma nova janela de lançamento: fevereiro de 2026. A data, que antecipa a previsão anterior de abril do mesmo ano, marca o retorno de humanos às proximidades da Lua após mais de cinco décadas.
Segundo Lakiesha Hawkins, administradora adjunta interina da NASA, o dia 5 de fevereiro é a primeira oportunidade para o lançamento. A missão, que terá duração de cerca de dez dias, levará quatro astronautas – três norte-americanos e um canadense – para uma viagem histórica ao redor do satélite natural da Terra, sem pouso.
O principal objetivo do voo é testar e validar todos os sistemas da cápsula Orion, incluindo suporte de vida e capacidades de comunicação no espaço profundo. “Tudo o que aprendermos com a Artemis II informará a Artemis 3”, afirmou Hawkins, referindo-se à missão que deve levar humanos de volta à superfície lunar, atualmente programada para 2027.
A Missão
A bordo da Orion, os astronautas darão uma volta na Terra antes de seguirem em trajetória para a Lua. A cápsula orbitará o astro a uma distância de aproximadamente 10 mil quilômetros do seu lado mais distante, em um teste máximo de segurança e desempenho. O retorno terminará com uma amerissagem no Oceano Pacífico, próximo a San Diego, nos EUA.
Além dos testes de voo, a tripulação conduzirá uma série de experimentos científicos focados na saúde humana. Entre eles está o projeto “Avatar”, que usará um chip com células dos próprios astronautas para analisar os efeitos da radiação e da microgravidade. A rotina a bordo, incluindo sono e atividade física, também será monitorada por dispositivos similares a “wearables” de fitness.
O Cenário Global
Enquanto a NASA avança com o programa Artemis, que começou com o teste não tripulado da Artemis 1 em 2022, a China fortalece suas ambições lunares. O país planeja enviar sua primeira missão tripulada à superfície da Lua até 2030, acentuando os contornos de uma nova corrida espacial no século XXI.
A Artemis II representa, portanto, não apenas um marco tecnológico, mas também um passo estratégico na disputa pela liderança na exploração do espaço profundo.
Da Agência Fonte Exclusiva.








