O programa Bolsa Família tem sido um importante aliado na redução do trabalho infantil no Brasil, segundo dados recentes do IBGE. Entre 2016 e 2024, a taxa de trabalho infantil entre crianças e adolescentes beneficiárias do programa caiu de 7,3% para 5,2%, uma redução de 2,1 pontos percentuais. Enquanto isso, entre a população geral, a queda foi menor: de 5,2% para 4,3% no mesmo período, apenas 0,9 ponto percentual. As informações são da Agência Brasil.
Esses números mostram que a diferença entre os dois grupos diminuiu significativamente – de 2,1% para 0,9% em oito anos -, indicando que políticas de transferência de renda têm um impacto especialmente positivo na proteção de crianças em situação de vulnerabilidade. Atualmente, o Brasil ainda possui 1,65 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, representando 4,3% da população entre 5 e 17 anos.
Um aspecto importante revelado pela pesquisa é que, entre as crianças beneficiárias do Bolsa Família que ainda trabalham, 91,2% frequentam a escola – um percentual superior à média nacional de 88,8%. Isso sugere que as condicionalidades educacionais do programa funcionam como um mecanismo de proteção eficaz, ajudando a manter o vínculo escolar mesmo em situações adversas.
Apesar do aumento geral de 2,1% no trabalho infantil entre 2023 e 2024, as chamadas “piores formas” de trabalho infantil – aquelas incluídas na Lista TIP – caíram 5,1%, atingindo o menor patamar da série histórica, com 560 mil casos. A região Nordeste concentra o maior número absoluto (547 mil), enquanto o Sul registrou aumento de 13,6% em 2024.
Os dados reforçam a importância de políticas sociais integradas para combater o trabalho infantil, particularmente em regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica. O Bolsa Família demonstra ser uma ferramenta eficaz não apenas para aliviar a pobreza, mas também para proteger os direitos fundamentais de crianças e adolescentes brasileiros.
Da Agência Fonte Exclusiva.








