A morte do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, 64 anos, desencadeou uma megaoperação policial no litoral paulista. Fontes foi executado na noite de segunda-feira (15), em uma emboscada em Praia Grande, quando saía do trabalho na Secretaria de Administração da cidade.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou, em publicação no X (antigo Twitter), que o ex-delegado deixou “um legado marcante na Segurança Pública de São Paulo”, lembrando sua atuação pioneira contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) e seus 40 anos de dedicação à Polícia Civil. O governador prometeu rigor na investigação e punição dos autores.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) montou uma força-tarefa envolvendo a Rota, o Batalhão de Choque, o DHPP e o Deic. “Todo o nosso esforço é prioridade para elucidar o mais rápido possível esse crime bárbaro”, disse o secretário de Segurança, Guilherme Derrite, em vídeo nas redes sociais. A Polícia Militar reforçou os cercos na Baixada Santista com apoio do Baep de Santos.
Segundo a SSP-SP, dois veículos foram apreendidos e o Instituto de Criminalística realiza perícias. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, anunciou que o Gaeco apoiará as investigações da Polícia Civil.
Fontes era um dos principais nomes no combate ao PCC. Delegado-geral entre 2019 e 2022, liderou a investigação que indiciou a cúpula da facção em 2006, incluindo Marcola, e participou da operação que prendeu Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, em 2020. Ele já havia escapado de ao menos dois planos de execução da organização criminosa.
O crime ocorreu quando o ex-delegado deixava a prefeitura. Ele foi perseguido por criminosos em uma Hilux; ao tentar fugir, colidiu com um ônibus, teve o carro capotado e ficou imprensado. Três homens armados com fuzis desceram do veículo e abriram fogo. Fontes reagiu, mas foi morto no local.
A Prefeitura de Praia Grande lamentou a perda, chamando-o de “profissional competente e comprometido”, enquanto o Sindicato dos Delegados de Polícia de SP expressou indignação e relembrou as ameaças que o ex-delegado já sofrera. O corpo de Ruy Ferraz Fontes foi levado ao IML Central da capital e liberado para os familiares.
Da Agência Fonte Exclusiva.








