O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (16) um conjunto de dados históricos para o mercado de trabalho brasileiro. No trimestre móvel encerrado em julho, a taxa de desocupação recuou para 5,6%, consolidando-se como a menor taxa de desemprego de toda a série histórica da pesquisa, que teve início em 2012.
O resultado representa uma melhora em relação ao trimestre anterior (encerrado em abril), quando a taxa ficou em 5,8%, e uma significativa recuperação na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Esse percentual traduz-se em números absolutos igualmente expressivos. O contingente de pessoas desocupadas no país encolheu para 6,118 milhões, o menor volume desde o último trimestre de 2013, quando 6,1 milhões de pessoas estavam em busca de emprego.
Na direção oposta, o número de ocupados atingiu a marca inédita de 102,4 milhões de pessoas, um recorde que reflete a resiliência e a forte geração de postos de trabalho na economia. Esse desempenho foi puxado, principalmente, pelo setor de serviços, a categoria mais ampla da economia, e pela construção civil.
Um dos indicadores mais celebrados, que sinaliza a qualidade do emprego gerado, também bateu um recorde: o número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado subiu para 39,1 milhões. Este é o maior contingente de trabalhadores formais já registrado no país, destacando a força do emprego com proteção social e direitos trabalhistas garantidos.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) é a principal ferramenta para medir a situação do mercado de trabalho nacional. O estudo abrange pessoas com 14 anos ou mais de idade e leva em conta todas as formas de ocupação, incluindo trabalho formal, informal, temporário, autônomo e por conta própria.
A pesquisa considera “desocupada” apenas a pessoa que, efetivamente, não está trabalhando e tomou alguma atitude pró-ativa para procurar emprego no período de referência. Para garantir a representatividade nacional, o IBGE coleta dados em 211 mil domicílios espalhados por todos os estados e no Distrito Federal.
Vale notar que a divulgação desses resultados, inicialmente agendada para o dia 29 de agosto, precisou ser postponada em 18 dias devido a uma intercorrência técnica relacionada ao processamento dos dados pelo Instituto. O atraso, porém, não diminui o impacto dos números positivos, que superaram as expectativas de analistas do mercado e reforçam a trajetória de consistentes quedas na taxa de desocupação, consolidando um ciclo virtuoso de recuperação do mercado de trabalho brasileiro.
Da Agência Fonte Exclusiva.








