O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) participa nesta quinta-feira (11) o 10º Congresso de Agronomia do Estado do Rio de Janeiro, no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), em Campos dos Goytacazes, a cerca de 280 km do Rio.
O presidente do CREA-RJ, Miguel Fernández, estará na mesa de abertura ao lado de autoridades como Leonardo Lopes, presidente da Associação de Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro (AEARJ); o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho; o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Flávio Campos Ferreira; e Rodolfo Tavares, presidente da Federação de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro.
“O CREA não é só engenharia. É agronomia também. Nosso estado possui uma agronomia pujante. O congresso reunirá os maiores profissionais do país para debater temas atuais da profissão”, afirmou Fernández. O evento contará com cerca de 300 participantes entre os dias 11 e 13 de setembro. Atualmente, o CREA-RJ registra cerca de 5 mil engenheiros agrônomos.
Temas em debate
Segundo Leonardo Lopes, presidente da AEARJ, o congresso tem como objetivo fortalecer a identidade da profissão, estimular o intercâmbio de conhecimento e destacar o papel estratégico do engenheiro agrônomo em áreas como segurança alimentar, produção sustentável e políticas públicas para o meio rural.
“Estamos vivendo um momento decisivo para a agronomia. Pressões ambientais e sociais exigem soluções integradas e baseadas em ciência. O congresso é o espaço ideal para profissionais e estudantes refletirem sobre o futuro da profissão e sua contribuição para o desenvolvimento do país”, afirma Lopes.
Entre os painéis, um dos primeiros debates abordará mudanças climáticas e segurança hídrica para populações, plantações e rebanhos, moderado pelo meteorologista e conselheiro do CREA-RJ, Anselmo de Souza Pontes.
Importância da agronomia para o Rio de Janeiro
O conselheiro do CREA-RJ José Leonel Cortez Rocha Diniz ressalta que a agronomia representa cerca de 4% do PIB estadual. O Rio é o único estado cuja Constituição confere aos engenheiros agrônomos a função de receitar agrotóxicos, permitindo agregar valor a produtos como cafés gourmet e doces artesanais.
Rocha também destaca a vocação do estado para reflorestamento e preservação de áreas verdes, gerando empregos e fortalecendo a produção rural sustentável. Ele defende ainda a criação de aplicativos e cooperativas para aproximar produtores de agrônomos, ampliando assistência técnica e inovação no campo.
“O engenheiro agrônomo no Rio de Janeiro não enfrenta problemas de desemprego. Nosso papel é levar tecnologia e conhecimento para o campo”, conclui Rocha, reforçando a relevância do 10º Congresso de Agronomia.
Da Agência Fonte Exclusiva.







