Em um discurso inflamado durante o ato na Avenida Paulista neste domingo (7), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu a anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes, chamando sua atuação de “tirania”. O evento, convocado pelo pastor Silas Malafaia, reuniu apoiadores bolsonaristas para pressionar pela anistia dos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
“Por que vocês gritam ‘fora, Moraes’? Talvez porque ninguém aguente mais a tirania de um ministro como Moraes”, declarou Tarcísio, ecoando os coros da multidão. O governador questionou as provas do processo por golpe de Estado contra Bolsonaro e classificou como “mentirosa” a delação do ex-ajudante Mauro Cid, peça-chave da acusação. “Tentam criar uma narrativa de que 8 de janeiro foi golpe. Todos os advogados disseram que não conseguiram fazer a defesa. Como condenar sem provas?”
Tarcísio, cotado como presidenciável em 2026, foi além e defendeu a candidatura de Bolsonaro no próximo ano: “Só existe um candidato: Jair Messias Bolsonaro. Deixem ele ir para a urna”. O problema é que Bolsonaro está inelegível até 2030 por decisão do TSE, o que torna inviável sua candidatura a menos que uma anistia reverta a situação.
O governador também pressionou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a colocar em votação o projeto de anistia. “Trazer a anistia para a pauta é trazer justiça”, afirmou, em meio a aplausos. O evento contou com a presença de Michelle Bolsonaro, Valdemar Costa Neto (presidente do PL) e Romeu Zema (governador de Minas Gerais), que reforçaram o coro pela anistia.
O cenário político é tenso. Na próxima terça (9), o STF retoma o julgamento de Bolsonaro por golpe de Estado, que pode resultar em até 43 anos de prisão. Paralelamente, avança na Câmara a discussão sobre anistia, com o Centrão e partidos como PL, União Brasil e PP formando uma base para aprovar a medida. O governo Lula é contra e pede mobilização para barrar a proposta.
Enquanto isso, os apoiadores de Bolsonaro manifestavam-se com faixas em inglês pedindo intervenção de Donald Trump, e uma bandeira gigante dos EUA foi aberta em frente ao MASP, simbolizando o alinhamento internacional da direita brasileira. O desfecho tanto no STF quanto no Congresso promete definir os rumos políticos do país nas próximas semanas.
Da Agência Fonte Exclusiva.








