O Brasil se despede de uma lenda da música popular. Arlindo Cruz, sambista consagrado, morreu nesta sexta-feira, 8 de agosto de 2025, aos 66 anos, no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por sua esposa, Babi Cruz.
Desde 2017, Arlindo enfrentava as duras consequências de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, que comprometeu sua mobilidade, fala e qualidade de vida. Nos últimos meses, seu quadro se agravou devido a uma pneumonia causada por uma bactéria resistente, levando à internação em março deste ano.
Ícone do samba carioca, Arlindo começou a carreira ainda adolescente e se consolidou como um dos principais nomes do gênero ao integrar o grupo Fundo de Quintal, ao lado de nomes como Jorge Aragão e Sombrinha. Dono de uma obra vasta e influente, compôs mais de 500 músicas, incluindo clássicos como Meu Lugar, Bagaço da Laranja, O Show Tem Que Continuar e Ainda é Tempo pra Ser Feliz.
Além da trajetória solo, Arlindo também teve papel marcante na história dos desfiles de carnaval, assinando sambas-enredo para escolas como Império Serrano e Vila Isabel. Sua musicalidade sofisticada e sensibilidade poética fizeram dele um dos mais respeitados compositores da MPB e do samba contemporâneo.
Coincidentemente, nesta sexta-feira foi ao ar um episódio especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, que homenageava Arlindo Cruz — gravado antes da confirmação de sua morte, emocionando o público e a família.
O Brasil perde uma de suas vozes mais marcantes, mas o legado de Arlindo Cruz segue vivo na música e no coração do povo. O samba, como ele dizia, nunca vai terminar.
*Da Agência Fonte Exclusiva.








