O governo de Israel confirmou, na manhã desta sexta-feira (14), o início de uma operação militar contra o Irã, com bombardeios a dezenas de alvos militares e nucleares. A ofensiva foi anunciada pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, que declarou estado de emergência nacional diante da expectativa de retaliações por parte de Teerã.
“Após o ataque preventivo do Estado de Israel contra o Irã, um ataque com mísseis e drones contra o Estado de Israel e sua população civil é esperado em um futuro próximo”, disse Katz, por meio de nota oficial.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) divulgaram que dezenas de jatos participaram da “primeira etapa” da operação, atingindo alvos estratégicos dentro do território iraniano. A ação foi batizada de Operação Leão Ascendente.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu confirmou que a ofensiva será contínua: “A operação continuará por quantos dias forem necessários”, declarou. Segundo ele, a decisão foi tomada após o Irã avançar em um suposto plano para transformar urânio enriquecido em armamento nuclear. “Se não for interrompido, o Irã poderá produzir uma arma nuclear em poucos meses. Este é um perigo claro e presente para a própria sobrevivência de Israel”, afirmou.
Na capital iraniana, Teerã, explosões foram ouvidas ainda durante a madrugada. A mídia estatal do país reporta que áreas residenciais foram atingidas, e voos no Aeroporto Internacional Imam Khomeini estão suspensos. Sirenes de alerta também soaram em Jerusalém, onde moradores receberam notificações de emergência em seus celulares.
Uma autoridade israelense confirmou que o principal foco da ofensiva são “instalações nucleares e bases militares ligadas ao programa bélico iraniano”.
Embora os Estados Unidos sejam historicamente aliados de Israel, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA não participam da operação militar. Fontes da diplomacia americana disseram à rede CBS que Washington foi informado com antecedência sobre os planos israelenses, o que motivou alertas recentes a cidadãos americanos sobre deixar a região.
Analistas temem uma ampliação do conflito e possíveis retaliações contra bases e diplomatas norte-americanos no Oriente Médio, especialmente no Iraque, onde o Irã mantém influência por meio de milícias aliadas.
A comunidade internacional acompanha a escalada com preocupação. O Conselho de Segurança da ONU deve convocar nova reunião emergencial nas próximas horas.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Sputnik e Direto da Redação.







