Marcelo Bretas mudou a rotina da família, não dispensa carro blindado e sabe que ainda terá muito trabalho pela frente;
Não é fácil a vida do juiz da 7ª Vara Federal do Rio Marcelo Bretas. Responsável pela Operação Lava Jato e seus desdobramentos no Estado, sua rotina é de trabalho intermitente. Não é por menos. O Rio de Janeiro está devastado pela corrupção e alguns atores proeminentes na roubalheira estão presos.
Em entrevista ao Jornal Valor Econômico, Bretas admite que ao assumir a Lava Jato no Estado, a rotina de sua família mudou completamente.
“É uma vida de restrição. Meu filho de 16 anos não vai à casa da namorada, é a namorada que vem”, diz em trecho da entrevista.
Os carros da família são blindados e as férias, em praias, somente fora do Estado do Rio ou em outros países.
A Lava Jato vai tomar muito tempo da promotoria e da justiça no Estado. Atualmente as investigações atuam em cinco frentes: transportes, saúde, obras, alimentação e joias. Mas a cada dia brota um fato novo.
Tem denúncias que ainda borbulham no campo das especulações, como a delação do ex-presidente da Construtora Odebrecht, sobre a dação de R$ 12 milhões para os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Garotinho, por meio de caixa 2, nas eleições de Campos-RJ.
“…Isso vai para o MP avaliar e adicionar a alguma coisa que já existe ou ver se tem alguma relação. Mas realmente nada foi protocolado, e já tem um mês (que a delação da Odebrecht chegou ao Rio de Janeiro)…”
Bretas é apontado como um juiz duro. É diante dele que ficarão os figurões e figurinhas metidos na roubalheira do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ). Nesta frente de investigação a chapa vai esquentar. Vem tempestade pelas bandas da Campustur, em meio as trovoadas, poderá cair um Boing sobre a prefeitura de Campos dos Goytacazes.
*Agência VIU!








