O ex-prefeito de Presidente Kennedy (ES), Reginaldo Quinta (PSD), afirmou nesta quinta-feira (10) que a instabilidade política decorrente da anulação das eleições municipais de 2024 pode prejudicar a gestão de serviços essenciais, como saúde, educação e infraestrutura, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não defina rapidamente o calendário para um novo pleito.
O resultado do último pleito foi invalidado porque o ex-prefeito Dorlei Fontão (PSB) disputou um terceiro mandato consecutivo, prática vedada pela Constituição Federal. Com a decisão, o município capixaba, que tem pouco mais de 14 mil habitantes e um dos maiores PIBs per capita do Brasil, aguarda a definição de uma eleição suplementar.
Pressão por celeridade
Reginaldo Quinta, que recebeu na última semana o certificado de quitação eleitoral do TSE — documento que o habilita a concorrer —, destacou a urgência de resolver o impasse:
“Um município não pode ficar sem gestão definida. A incerteza afasta investidores, desestabiliza contratos e deixa a população sem garantias de que os serviços serão mantidos”.
O ex-prefeito, que deve liderar uma coalizão multipartidária na eleição suplementar, promete priorizar a estabilidade política para impulsionar projetos sociais e de infraestrutura.
“Queremos retomar obras e fortalecer setores como a construção civil, gerando emprego e movimentando a economia local”, explicou Quinta, lembrando que o município tem potencial econômico vinculado à produção de petróleo e gás.
Enquanto o TSE não concluir a fase processual sobre a eleição suplementar, o TRE-RJ (responsável pelo processo no estado) não pode marcar datas. A demora preocupa fornecedores e servidores públicos, que temem atrasos em pagamentos e licitações.
Presidente Kennedy, localizada no sul do Espírito Santo, é conhecida por abrigar parte da Bacia de Campos, região estratégica para a exploração de petróleo. Seu alto PIB per capita contrasta com desafios estruturais, como a dependência de recursos federais e a necessidade de diversificação econômica.








