Operadores de transporte de passageiros da região norte de Campos dos Goytacazes (RJ), Norte Fluminense, anunciaram a redução da frota de vans que ligam os distritos à área central. A medida, divulgada nas redes sociais por um dos operadores do sistema, ocorre devido ao não pagamento de subsídios para combustível referentes a dois meses.
Os valores estão parados na Secretaria de Fazenda, aguardando autorização do prefeito Wladimir Garotinho (PL), licenciado recentemente para passar férias no litoral nordestino.
Crise histórica e promessas não cumpridas
A crise no transporte coletivo da cidade é herança de gestões anteriores, incluindo o governo de Rosinha Garotinho (2012-2016), mãe de Wladimir, e se estendeu pelo mandato de Rafael Diniz (Cidadania).
Wladimir foi eleito em 2020 com a promessa de resolver o problema, mas, mesmo com uma arrecadação municipal bilionária (R$ 3 bilhões/ano), o município enfrenta uma grave crise financeira.
Denúncias apontam gastos excessivos do atual prefeito em ano eleitoral, agravando a situação.
Rodoviária Shopping Estrada: símbolo do abandono
A degradação de prédios públicos ilustra a crise gerencial. A Rodoviária Shopping Estrada, principal terminal de ônibus interestadual, tem seu telhado corroído, incapaz de proteger passageiros das chuvas.
Durante o dia, o local é invadido por pássaros, cujas fezes cobrem bancos e usuários. Imagens chocantes foram exibidas no programa Direto da Redação (gerado pela D+ News TV), nesta terça-feira (18), repercutindo a indignação popular.
Impacto na população e silêncio do poder público
Com a redução das vans, moradores relatam dificuldades para acesso a trabalho, saúde e educação. Enquanto isso, a Prefeitura não se manifestou sobre o calendário de pagamentos ou medidas emergenciais.
Procurado, o gabinete de Wladimir Garotinho não respondeu aos questionamentos.
Contexto eleitoral e crise financeira
Especialistas apontam que a gestão de Wladimir priorizou o endividamento em ano eleitoral, descuidando de serviços essenciais.
A falta de transparência nos gastos públicos e o acúmulo de dívidas alimentam a percepção de má administração. O rombo financeiro é estimado em mais de R$ 1,5 bilhão.
O que diz a lei?
Subsídios ao transporte são obrigações legais para garantir tarifas acessíveis. A suspensão caracteriza descumprimento de contrato, podendo gerar ações judiciais contra o município.
Enquanto o prefeito desfruta suas férias, Campos dos Goytacazes mergulha em mais um capítulo de uma crise que parece não ter fim.







