Em coletiva de imprensa na sede do PT, ex-presidente mantém candidatura em 2018 e afirma que Moro prestará contas à história;
Da redação
Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o juiz Sérgio Moro, que o condenou a nove anos e meio de prisão por corrupção, terá que prestar contas à história.
A sentença foi proferida nesta quarta-feira (12) em Curitiba. Em declaração à imprensa na sede do PT, na capital paulista, Lula diz que a decisão judicial tem componente político e que provará sua inocência no processo.
NA IMAGEM ACIMA São Paulo – Coletiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a condenação por corrupção pelo juiz federal Sérgio Moro | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
“A única prova que existe nesse processo é a da minha inocência. Eu acho que o Moro tem que prestar contas à história, que vai dizer quem está certo e errado”, completou. “Quem acha que é o fim do Lula, quebrou a cara”, disse.
Lula foi condenado pelo juiz de primeira instância em um dos processos da Operação Lava Jato. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O ex-presidente é apontado como beneficiário de favorecimento na reforma de um apartamento triplex em Guarujá, no litoral de São Paulo.
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Na mesma decisão judicial, Lula também fica interditado para o exercício de cargo ou função pública pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade, ou seja, por 19 anos. A decisão, no entanto, precisa ser confirmada pela segunda instância. Moro não decretou a prisão de Lula, que pode recorrer da sentença em liberdade.
Para Lula, a condenação é uma tentativa de tirá-lo do cenário político. Ele disse que continua candidato à presidência do país nas eleições de 2018. O ex-presidente rebateu a tese de que existem provas contra ele no processo, que o levou a ser condenado. “Queria desafiar os meus inimigos e donos meios de comunicação que fizessem um esforço incomensurável para apresentar uma única prova. Porque a única prova que eles apresentam foi um papel rasurado”, criticou.
Na decisão, Moro afirma que as reformas executadas no apartamento pela empresa OAS provam que o imóvel era destinado ao ex-presidente e que ficou provado nos autos que Lula e sua esposa Marisa Letícia (já falecida) eram os proprietários de fato do apartamento.
O ex-presidente e seus advogados disseram que vão recorrer em todas as instâncias e irão questionar a sentença do juiz Moro no Conselho Nacional de Justiça. Lula criticou o juiz, que, na sua visão, escreveu 60 páginas na condenação para se justificar pela falta de provas.
*Agência VIU! com EBC








