Relatório da Polícia Federal aponta suposta ligação entre o atual governador do Rio e o esquema de propinas de Sérgio Cabral;
Da redação
Em relatório dirigido ao juiz da 7ª Vara Federal do Rio, Marcelo Bretas, a Polícia Federal aponta supostas ligações do atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), com Luiz Carlos Bezerra, um dos réus da Operação Calicute.
De acordo com o relatório, que data de 13 de junho deste ano, Bezerra é identificado como “pessoa que fazia o manejo de valores, realizando pagamentos, investimentos e acertos para organização criminosa [OCRIM] cujo líder era Sérgio Cabral”. A Calicute é um desdobramento da Operação Lava Jato.
O relatório traz uma relação de bens apreendidos na casa de Bezerra, quando foi deflagrada a Calicute, em novembro de 2016, incluindo agendas, pendrives, notebooks e telefones celulares.
Em um desses aparelhos, os agentes identificaram trocas de mensagens por meio do aplicativo WhatsApp que, segundo a investigação, “podem servir de elementos probatórios que vinculam o atual governador estado, Luiz Fernando Pezão, a integrantes da OCRIM chefiada pelo ex-governador do estado Sergio Cabral”.
Em trechos de conversas do WhatsApp no celular apreendido, a PF apontou dois diálogos que citariam o governador Pezão. Em um deles, está escrito “Fiel left 2 pernas”, o que seria, ainda de acordo com a PF, uma alusão a R$ 200 mil, pois cada “perna” seria R$ 100 mil.
Em outro trecho do relatório, a PF destacou a expressão “Pezão galo na 2ª”, o que seria, de acordo com os agentes, alusão a R$ 50 mil a serem entregues ao governador.
O governo do estado foi procurado para se pronunciar sobre o relatório da PF e negou participação de Pezão em negócios criminosos. “O governador reafirma que nunca recebeu recursos ilícitos e continua à disposição da Justiça para esclarecimentos”, disse a assessoria do governo.
*Agência VIU! com EBC








