Pais e responsáveis por crianças atendidas no Centro Especial de Saúde Samuel de Abreu, em Carapebus, participaram de uma palestra sobre Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e orientação parental na quarta-feira (21). A atividade aconteceu pela manhã e à tarde, reunindo famílias para esclarecer dúvidas e discutir os desafios do desenvolvimento infantil.
O encontro foi conduzido pela neuropsicóloga Karoline Barbosa, com a participação da neuropsicopedagoga Rachel Farias Gonçalves. A ação contou com o acompanhamento da coordenação da unidade, sob responsabilidade de Luciene Lamoglia, e integrou as atividades da Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Marcelo Queiroz Barreira.
Compreender o comportamento faz diferença
Durante a palestra, foram discutidas características do TDAH que podem interferir na concentração, na organização das tarefas e no controle dos impulsos.
As famílias receberam explicações sobre o funcionamento das habilidades cerebrais relacionadas ao planejamento, à atenção e à regulação emocional.
Um dos pontos destacados foi a importância de não confundir as dificuldades provocadas pelo transtorno com falta de educação ou desobediência. Compreender essas diferenças permite estabelecer limites e orientar as crianças de maneira mais adequada, respeitando as necessidades individuais.
Pequenas mudanças podem facilitar a rotina
A orientação parental foi um dos principais assuntos do encontro. A proposta é ajudar os responsáveis a colocar em prática, dentro de casa, estratégias que complementem o acompanhamento especializado.
Entre as recomendações apresentadas estão a criação de horários regulares, o uso de instruções simples, a divisão de atividades em pequenas etapas e o reconhecimento de atitudes positivas.
Também foram discutidas maneiras de lidar com a frustração, estimular a autonomia e ensinar, gradualmente, a criança a esperar sua vez.
Essas medidas podem contribuir para uma convivência mais tranquila e ajudar a diminuir conflitos relacionados às tarefas e aos compromissos diários.
Aprendizagem exige atenção individualizada
As dificuldades enfrentadas no ambiente escolar também fizeram parte da conversa.
Foram abordados sinais que merecem atenção, como problemas persistentes de concentração, organização e realização das atividades. A avaliação especializada pode ajudar a identificar as necessidades de cada criança e orientar o acompanhamento.
A parceria entre família, escola e profissionais de saúde foi apontada como importante para favorecer o desenvolvimento e evitar que dificuldades sejam interpretadas de maneira equivocada.
Espaço para escuta e troca de experiências
Além das orientações, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar situações vividas em casa, apresentar dúvidas e conversar sobre os desafios da criação dos filhos.
O momento de acolhimento permitiu discutir alternativas para situações comuns da rotina familiar e reforçou a importância de incluir os responsáveis no processo de acompanhamento.
A iniciativa também mostrou que o cuidado não termina ao fim de uma consulta. As orientações recebidas durante os atendimentos podem ser incorporadas ao cotidiano, respeitando o ritmo e as particularidades de cada criança.
Com a atividade, a rede municipal de saúde ampliou o diálogo com as famílias e destacou o papel da informação e do acolhimento no desenvolvimento de crianças neurodivergentes.




