O município de Macaé (RJ), no Norte Fluminense, já tem mais de 1.500 casos suspeitos de dengue e 9 mortes, segundo destaca o médico e ex-prefeito Dr. Aluízio.
Ele cobra do município a publicação de um decreto de epidemia conforme prevê o protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS), para que haja ações mais efetivas para proteger a população.
Em entrevista ao programa Direto da Redação, o médico diz que o combate aos focos do mosquito continua sendo uma medida importante, entretanto, diante do alto número de pessoas infectadas e casos consumados de mortes, o quadro exige uma organização da rede de saúde para salvar vidas. “A prioridade agora é evitar mortes”, disse.
Outra cobrança do médico é por qualificação para enfrentar a crise.
“Macaé já está em epidemia há muito tempo. E não decretar epidemia é um erro grave dos atores políticos. Por meio de um decreto, por exemplo, é possível fazer um comitê de gestão e convocar universidades, uma pauta que solicito aqui em Macaé e na região”, destaca.
“Não dá para enfrentar uma situação como esta sem o mínimo de conhecimento. Para nossa região e Macaé, a gestão não tem nenhum conhecimento para o enfrentamento nesta circunstância”, explica o médico, sugerindo o convite aos especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para integrar um comitê de gestão.
A OMS prevê que um número de 100 casos por 100 mil habitantes já considerado epidemia. Macaé, com 260 mil habitantes, já tem 300 casos, mas como os números estão desatualizados, estima-se que esteja em 600 casos.
Dr. Aluízio é médico da rede pública e particular. Em outubro do ano passado, ele alertou a secretaria Municipal de Saúde, por meio de ofício, sobre focos do mosquito no pátio da pediatria do HPM (Hospital Público Municipal).
Com a persistência do foco, ele oficiou o Ministério Público Estadual (MPRJ), com pedido de providências. Na tarde desta quarta-feira (14), a Prefeitura foi intimada pelo MPRJ de Tutela Coletiva a explicar o que foi narrado pelo ex-prefeito no Pedido de Providências.
“Nesse momento, decretar epidemia, organizar a rede de assistência e chamar a Universidade que tem conhecimento para ajudar a gestão a evitar mortes, é mais do que fundamental”, destacou.
“Não podemos ficar calados neste momento, porque são pessoas morrendo: idosos, pessoas jovens… eu vivenciei a morte de um paciente de 41 anos de idade. Você imagina morrer aos 41 anos por conta de um mosquito. É muito doloroso”, disse.







