O procurador Demétrius Oliveira Macedo, de 34 anos, que agrediu a chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39, durante expediente na Prefeitura de Registro, no interior paulista, em 20 de junho do ano passado, foi internado sem previsão de alta médica. Antes da internação, ele estava preso na Penitenciária de Taiúva (SP).
Segundo um relatório médico da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP-SP), Demétrius não estava apresentando evolução no quadro clínico após readequação medicamentosa.
“O paciente está apresentando comportamento de personalidade narcisista, combativo, ficando em estado de alerta e nega-se ingerir os medicamentos prescritos pelo psiquiatra, impossibilitando a melhora do quadro clínico”, pontuou o médico em 24 de fevereiro.
Na mesma data do relatório, foi agendada uma consulta para três dias depois no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário na capital paulista. Após a consulta no ambulatório, Demétrius permaneceu internado por indicação médica.
Na última quarta-feira (1º), o diretor técnico III da Penitenciária de Taiúva encaminhou um ofício ao juiz Raphael Emane Neves da 1ª Vara do Foro de Registro informando que, após avaliação médica no presídio, Demétrius foi encaminhado para consulta com psiquiatra, que o internou sem previsão de alta.
Ainda na quarta, Neves encaminhou um despacho às partes envolvidas comunicando que o procurador encontra-se em internação por recomendação médica.
Posicionamento da defesa de Demétrius
Em nota, o escritório de Advocacia Marco Antonio Modesto informa que Demétrius Oliveira de Macedo sofre de esquizofrenia paranoide e, por isso, foi internado na ala de psiquiatria do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário em São Paulo, sem previsão de alta, após recente avaliação médica de psiquiatra da instituição, que constatou que o seu quadro clínico não tem apresentado evolução.
“A necessidade de internação psiquiátrica do Dr. Demétrius já havia sido identificada e reportada em relatório médico oficial pelo psiquiatra do Presídio de Tremembé. Em laudo publicado pelo IMESC, os peritos do órgão atestam que o Dr. Demétrius tem esquizofrenia paranoide, transtorno crônico e incapacitante que requer acompanhamento, tratamento e manejo em ambiente hospitalar adequado”.
Relembre o caso
A procuradora-geral do município de Registro, no interior de São Paulo, foi agredida pelo colega dentro da prefeitura, onde os dois trabalhavam. Gabriela Samadello Monteiro de Barro ficou com o rosto ensanguentado após levar socos e pontapés.
A ação foi filmada por outra funcionária do setor. As imagens mostram o também procurador Demétrius Oliveira Macedo espancando a vítima. Ele foi preso dias depois, na manhã de 23 de junho, em São Paulo. A Justiça havia determinado a detenção dele no dia anterior.
Durante o ato criminoso, ele a xinga diversas vezes e, inclusive, empurra demais profissionais que tentam impedir os golpes.
Com informações do g1.








