Os Estados Unidos recuperaram sensores importantes e peças eletrônicas de um suposto balão de vigilância chinês, derrubado por militares americanos no início deste mês.
“As equipes conseguiram recuperar destroços significativos do local, incluindo todos os sensores prioritários identificados e peças eletrônicas, bem como grandes seções da estrutura”, disse o Comando Norte dos EUA, em um comunicado. Há uma semana, equipes já haviam recuperado as primeiras peças do artefato.
A China insiste que o balão, que passou dias pairando sobre a América do Norte, era uma aeronave itinerante, não-militar, de observação do clima. Mas os Estados Unidos dizem que era um sofisticado veículo espião de alta altitude, que faz parte de um programa global.
Ele foi abatido por um caça US F-22 Raptor, na costa da Carolina do Sul, em 4 de fevereiro, e as equipes têm trabalhado desde então para recuperar os destroços e analisá-los.
Posteriormente, aviões de guerra dos EUA abateram três outros objetos — um perto do Alasca, outro sobre o Canadá e um terceiro sobre o Lago Huron — mas as autoridades não identificaram suas origens ou propósitos.
Na segunda-feira, Pequim apontou o dedo para Washington, dizendo que os EUA lançaram balões de alta altitude sobre o espaço aéreo chinês mais de 10 vezes desde o ano passado. Funcionários do governo Biden disseram que a alegação era totalmente falsa.
Os incidentes ocorreram uma semana depois que os Estados Unidos explodiram um balão chinês no céu, supostamente equipado com uma antena destinada a identificar a localização de dispositivos de comunicação e capaz de interceptar chamadas feitas nesses dispositivos.
As informações são do Jornal O GLOBO.








