Iniciativa privada assume protagonismo, resgata carnaval de rua e já comemora o bom resultado da folia
Em Macaé o carnaval deste ano não tem subvenção oficial, mas os comerciantes não deixaram a peteca cair. O Polo Gastronômico da Praia dos Cavaleiros, juntamente com outros empresários do ramo de entretenimento, elaboraram uma programação de rua. A passarela é a orla dos Cavaleiros, que se tornou o principal point de badalação na cidade do petróleo.
Blocos como Boitatá, que faz a folia nas ruas do Rio de Janeiro, Batucada, de Diamantina-MG, entre outros integram uma programação que começou desde o último dia 17. Resultado: a rede hoteleira está com 100% de ocupação em todos os dias de folia.
Sinal de vitalidade. Ano passado, segundo uma fonte do setor, a ocupação no mesmo período não chegou a 20%. Este ano o jogo virou por conta do resgate do carnaval de rua que atraiu uma parcela significativa do público que tinha como destino as cidades da Região dos Lagos.
O movimento no setor hoteleiro em pleno carnaval é um alento para um segmento que vinha registrando baixa nos dias de semana por conta da política de desinvestimento da Petrobras na Bacia de Campos.
A LIÇÃO QUE FICA PARA O PETRORRENTISMO
A Prefeitura neste carnaval só cooperou com tarefas corriqueiras, como ordenamento de trânsito, disponibilidade de ambulâncias, liberação de rua e socorro médico. Portanto, o poder público na cidade que concentra a base de operação petrolífera no Norte Fluminense se tornou um coadjuvante na política de investimento cultural e de entretenimento nesses tempos de crise, enquanto que a iniciativa privada assumiu o protagonismo e fez bonito.
O otimismo do empresariado local é uma demonstração inequívoca de que Macaé está contornando a crise com criatividade e poder ser uma tendência que tende alvorecer nos demais municípios da região. A Prefeituras, até por incapacidade financeira, vai deixando a condição de mãe de todas as batalhas.








