Juiz adia audiência em Campos-RJ e permite que advogados do ex-governador apresentem defesa prévia
Da redação
Se alguém imaginou que o ex-governador Anthony Garotinho chegaria à cidade de Campos solitariamente nesta segunda-feira (20/02) para uma audiência em que figura como réu na 100ª Zona Eleitoral, deparou-se com uma multidão prestando solidariedade ao líder político.
O grupo invadiu o Fórum Maria Teresa Gusmão e aguardou o final da audiência, que acabou adiada para que os advogados do ex-governador apresentem defesa prévia, direito que inicialmente foi negado.
[vsw id=”Kr3vqIoeS-I” source=”youtube” width=”750″ height=”350″ autoplay=”no”]
VÍDEO Multidão acompanhou Garotinho até o final da audiência no Fórum Maria Teresa Gusmão
É algo frustrante para os detratores. No momento em que expoentes da política regional são vaiados à caminho da prisão por roubo de dinheiro público, o Brasil assiste Garotinho chegar a uma audiência que tenta incriminá-lo por participar de um governo que garantiu renda mínima a pobre. E o que é mais apavorante para os seus adversários: chegou de cabeça erguida e aclamado por correligionários.
Garotinho é uma figura que continua dividindo torcidas. Se por um lado existem os que odeiam (entre esses estão ex-aliados magoados, ingratos ou ressentidos), por outo lado têm aqueles que amam. Esses seguem o líder até debaixo de água.
O juiz que preside o processo contra o ex-governador, Ralph Manhães, deu uma demonstração de sobriedade, imunizando-se contra os apelos de uma parte da mídia local atrelada ao anti-garotismo. Mas persiste a decisão que impõe uma censura ao ex-governador que ainda está impedido de falar sobre o processo nos meios de comunicação.
Agora os advogados do ex-governador têm um prazo até o dia 6 de março para apresentar defesa. Já a próxima audiência foi remarcada para o dia 3 de abril.
Contudo, a imprensa local segue praticando a linha maldita, com uma profusão de desinformação. Divulga, por exemplo, que o ex-governador cumpre prisão domiciliar, quando na verdade, Garotinho está livre, exercendo sua profissão de jornalista. Apenas, por uma aberração jurídica, está impedido de visitar a cidade de Campos até o final do processo.
Mesmo diante da batalha jurídica que mais parece tentar impor uma agenda negativa ao político, a mais recente pesquisa sobre a sucessão estadual deixa os adversários em apuros. Garotinho, mesmo sem se declarar candidato, lidera as intenções de votos com 30%. O segundo colocado, o deputado Marcelo Freixo (PSOL) tem 19%.
Outro detalhe: sua rejeição na zona Sul do Rio de Janeiro que já chegou a 34% caiu para 20%. Portanto, sé é para matar o leão na toca é melhor correr, porque do contrário, vai “dá ruim”.
Na cidade de Campos, Garotinho é acusado de usar o programa de renda mínima Cheque Cidadão para beneficiar o seu candidato, Dr. Chicão, na disputa pela prefeitura de Campos no ano passado. O programa é mantido pelo município e foi criado no governo da sua esposa, Rosinha Garotinho.
Vale lembrar que o programa foi suspenso durante a eleição por decisão da mesma justiça. A acusação no processo é frágil e contaminada por vícios de origem. Mas, no atual estágio contribui mais para vitimizar o réu do que para demonizar.
É um tiro que está saindo pela culatra.








